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Pela segunda semana consecutiva, protestos por Fora Bolsonaro acontecem no Brasil

Além do impeachment, mobilização das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo pedem vacina para todos, manutenção do auxílio emergencial e empregos. Veja como foram os atos

Publicado: 31 Janeiro, 2021 - 14h48 | Última modificação: 31 Janeiro, 2021 - 18h38

Escrito por: Érica Aragão

Tânia Oliveira
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Pelo segundo fim de semana consecutivo, carreatas, bicicletadas, rodas de conversas e caminhões de som ocuparam as ruas de diversas cidades do país pelo “Fora Bolsonaro”, na manhã deste domingo (31).

Do sul ao norte do Brasil, dirigentes sindicais, lideranças parlamentares e de movimentos sociais saíram em protestos para pedir o impeachment de Jair Bolsonaro (ex-PSL), vacina para todos e todas de forma gratuita e universal, a volta do auxílio emergencial e uma política de desenvolvimento com geração de emprego e renda.

A volta às aulas durante o aumento das mortes e casos da Covid 19 e o descaso do governo pela vida da população brasileira durante a pandemia também foram denunciadas na manhã deste domingo. Organizados pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, os protestos também ocuparam as redes com as hashtags #ForaBolsonaro, #VacinaJá e #CarreatasForaBolsonaro.

“Há um criminoso desprezo de Bolsonaro pela vida e na região Norte, na Amazônia, isso fica muito evidenciado. Ele precisa sair já para que o povo possa viver. No Pará e, na maioria dos Estados, os governos locais têm se virado praticamente sozinhos, com zero suporte do governo federal”, afirmou a bancária e secretária de Comunicação da CUT Pará, Vera Paoloni, que participou da carreata em Belém.

Segundo ela, a segunda carreata do #ForaBolsonaro, em Belém, "mostra o repúdio da população às monstruosidades do genocida, que junta ação e omissão criminosas, negando auxílio emergencial, boicotando vacinação e sendo um obstáculo à saúde, à vida. A carreata é um grito coletivo de repúdio”.

Os protestos lembraram do estudo australiano que mostrou que o Brasil é o pior país do mundo no combate a pandemia, numa lista de 100, junto com México, Colômbia, Irã e Estados Unidos. O Brasil caminha para o número de 10 milhões de casos e 250 mil mortes.


Durante a carreata em Niterói (RJ), o metalúrgico Edson Rocha disse que a mobilização é para mostrar que os trabalhadores e as trabalhadoras do país estão do lado certo da história “protestando e denunciando os crimes de Bolsonaro e Mourão {Hamilton Mourão, vice-presidente da República}, que juntos num projeto capitalista neoliberal, entregam nossas empresas ao capital estrangeiro, retiram direitos dos trabalhadores, deixam o povo sem emprego, ameaçam acabar com o SUS, não investem na saúde, na educação, na ciência, na cultura.  Isso tudo com o país voltando ao mapa da fome, perdendo mais de 220 mil brasileiros”.

Metalúrgicos de NiteróiMetalúrgicos de Niterói

Ainda no Rio de Janeiro, uma carreata organizada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), denunciou o retorno escolar no formato presencial em meio ao crescimento em todo mundo de mortes e casos de Covid-19.  A mobilização que encerrou no monumento Estácio de Sá também destacou a importância do auxílio emergencial e uma política de desenvolvimento para o país com geração de empregos e rendas. Veja como foi o ato organizado pela categoria

Veja como aconteceram os atos pelo país

Em São Paulo, teve carreata pelas ruas da cidade e um ato em frente ao Estádio do Pacaembu e bicicletada na Avenida Paulista.

No Pacaembu, a Central dos Movimentos Populares (CMP) destacou que “a luta contra o COVID- 9 passa pelo Fora Bolsonaro”. Dirigentes da CUT São Paulo estiveram em peso na mobilização.

Frente Brasil PopularFrente Brasil Popular

No ato da Paulista também foi denunciado a decisão do governo de São Paulo de impor o retorno às aulas presenciais, a partir do próximo dia 8 (segunda-feira) em meio a piora da pandemia no Estado.

“Oh Bolsonaro, vou te falar, a sua hora vai chegar” dizia a música de guerra do protesto.

No interior de São Paulo, em Sorocaba, também teve protesto em frente a prefeitura da cidade.

CUT SPCUT SP

 

Na Bahia carreata e faixaços aconteceram nas ruas de Salvador.

Edmilson Barbosa (CUT Bahia)Edmilson Barbosa (CUT Bahia)

No Distrito Federal uma bandeira do Brasil foi esticada no gramado do Congresso Nacional. A deputada Federal, Gleisi Hoffmann (PT/PR) discursou entre os protestantes com cartazes de “Impeachment Já e Stop Bolsonaro” e “Pare Bolsonaro”.

Frente Brasil PopularFrente Brasil Popular

Em Belo Horizonte (MG),  a grande faixa amarela “Vacina para todos já + SUS e – Covid”  chamava a atenção das pessoas que passavam na rua. Uma carreata também tomou as ruas da capital mineira.

Frente Brasil PopularFrente Brasil Popular

Nas ruas de Natal, no Rio Grande do Norte, as pessoas pediram pelo impeachment durante a carreata.

CUT RNCUT RN

Em Porto Alegre (RS) a #CarreataForaBolsonaro ocupou as ruas da cidade com caminhão de som e filas duplas de carros.  Durante o percurso também teve panelaços.

CUT RSCUT RS

As margens do Rio Sergipe, o presidente da CUT no estado, Roberto Silva ,denunciou as retiradas de direitos dos trabalhadores.  Também teve carreta e faixaços.

CUT SECUT SE

Em Teresina, no Piauí, o “Fora Bolsonaro” ecoou nas ruas centrais da cidade

Frente Brasil PopularFrente Brasil Popular

Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, os manifestantes pediram o impeachment de Bolsonaro em defesa da vida, empregos e vacina já. Um boneco de Bolsonaro fazendo “arminhas” também foi levado pelos manifestantes durante a carreata.

Frente Brasil PopularFrente Brasil Popular

 

Em Curitiba, no Paraná, teve buzinação, carreata e bicicletaço.

divulgaçãodivulgação

Praia e calor não ficaram de fora do protesto Fora Bolsonaro em Fortaleza, no Ceará

CUT CearáCUT Ceará

Na Paraíba, em João Pessoa, também teve carreata para pedir a saída de Bolsonaro do poder. Impeachment já!

CUT PBCUT PB

Você pode ver estes e outros atos por Fora Bolsonaro no minuto a minuto produzido pela CUT Brasil.

*Edição: Rosely Rocha