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Pará: tarifa de energia subiu 500% após privatização

A Rede Celpa é um exemplo de que a privatização aumenta tarifas e piora serviço.

Publicado: 23 Agosto, 2017 - 10h46 | Última modificação: 23 Agosto, 2017 - 19h26

Escrito por: Fátima Gonçalves, CUT Pará

Reprodução CUT Pará
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Em 1988, o atual governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), era secretário de Planejamento e também tinha o discurso de que a privatização das Centrais Elétricas do Pará (Celpa) iria melhorar o serviço e baratear a tarifa. Dezenove anos depois da venda da empresa, a tarifa teve um aumento de 513% (dos do final de 2016), enquanto a inflação no período foi de 232%.

Além do aumento abusivo da tarifa, a compra da atual Celpa Equatorial também provocou demissões, acidentes de trabalho, má qualidade dos serviços e lucro, muito lucro para os empresários. De acordo com dados do Sindicato dos Urbanitários do Pará divulgados no blog “Falando Verdades”, somente nos últimos três anos, a Celpa teve um lucro milionário de mais de R$ 1 bilhão.

 Apesar do grande lucro, não se percebe melhorias nas condições de trabalho e nos serviços prestados aos consumidores. Uma das explicações é a prática excessiva da terceirização, ou seja, a contratação de empresas para fazer as principais atividades. Hoje, cerca de 80% dos serviços são repassados às empreiteiras e são apenas cerca de 1.400 trabalhadores próprios e aproximadamente sete mil terceirizados.

Com isso, a empresa não se responsabiliza pelos serviços que oferecem maiores riscos e também não fiscaliza corretamente os serviços das empresas contratadas. O resultado é o aumento dos acidentes de trabalho, já que os trabalhadores das empresas são expostos a jornadas abusivas e sem treinamento adequado. O nome disso é precarização do trabalho.

Não é à toa que a Celpa ficou em 62º lugar entre as 63 empresas concessionárias de energia na última pesquisa realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em 2016, para medir o índice de satisfação do consumidor.  63) pesquisa Iasc 2016 (Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor).

 

Fonte: Blog Falando Verdades