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Para o futuro do trabalho é preciso um novo sindicato, afirma sociólogo

Para Clemente Ganz, os sindicatos que conhecemos definharão e morrerão junto com esse sistema produtivo que se transforma e é essencial olhar para o futuro e ser protagonista das mudanças

Publicado: 15 Agosto, 2019 - 15h36 | Última modificação: 15 Agosto, 2019 - 15h38

Escrito por: Érica Aragão

Brasil de Fato
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Com as transformações do mundo do trabalho, a inserção veloz da Inteligência Artificial (IA) e da Internet no sistema produtivo, além da mudança dos perfis de trabalhadores e trabalhadoras será necessário um novo sindicato porque o de hoje não é a organização que produzirá a resposta dos trabalhadores para esse novo ciclo industrial.

A afirmação é do sociólogo e diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, feita em seu artigo publicado do site do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Segundo ele, novas tecnologias para a energia, a comunicação e o transporte criam condições inéditas para outra concepção de cadeia produtiva, de logística e de localização e a lógica dominante vem em desencontro com os interesses dos sindicatos de hoje.

“A lógica dominante é sair do emprego para o trabalho, da proteção social para a assistência, do direito para o mérito. Há um novo jovem trabalhador sendo ideologicamente formado, avesso ao outro e à solidariedade, individualista e sem utopia para o futuro”, diz Clemente em trecho do artigo.

Ele diz, ainda, que as alterações na legislação trabalhista que estão acontecendo no Brasil são para proteger as empresas, assegurando que as mudanças ocorram sem que haja passivo trabalhista, sem mediação coletiva do sindicato. “Formas flexíveis de contrato, jornada e remuneração, redução dos direitos dão às empresas a possibilidade de ajuste estrutural da força de trabalho para promover a presença crescente da máquina”.

Para Clemente, é essencial olhar para o futuro para ser protagonista das mudanças que possibilitem aos trabalhadores, desde já, serem sujeitos da história das novas e difíceis lutas que esse outro mundo do trabalho exigirá.

“A utopia que leva à mudança, orientada pela justiça social, precisa do fermento da criatividade e da ousadia da invenção”, afirmou.

Leia aqui a íntegra do artigo.