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País tem maior inflação em agosto em 21 anos. Vilões: gasolina e comida

IPCA acumulado chega a 9,68% em 12 meses e passa de dois dígitos em metade das capitais pesquisadas pelo IBGE. Em um ano, INPC foi a 10,42%

Publicado: 09 Setembro, 2021 - 16h17

Escrito por: Redação RBA

Depois de subir mais 0,87% em agosto, a maior alta para um mês de agosto em 21 anos, a inflação oficial acumulada em 12 meses chegou a 9,68%, na média nacional. Mas em oito das 16 capitais analisadas pelo IBGE o acumulado em 12 meses superou a casa dos dois dígitos: Porto Alegre, Goiânia, Vitória, Fortaleza, Campo Grande, São Luiz, Rio Branco e Curitiba. A capital paranaense apresentou a maior taxa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) país, superando os 12% desde setembro do ano passado.

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados ajudaram a empurrar a inflação de agosto, sendo que a maior variação veio no grupo dos Transportes. Desse modo, esse item contribuiu sozinho com mais de um terço do IPCA do mês, principalmente por causa dos preços dos combustíveis. Isso porque a gasolina subiu 2,80%, o etanol 4,50%, o gás veicular 2,06% e o óleo diesel 1,79%. A segunda maior contribuição, também perto de um terço do índice, veio de Alimentação e bebidas. Na sequência, veio Habitação.

“O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras. O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final. No ano, a gasolina acumula alta de 31,09%, o etanol 40,75% e o diesel 28,02%”, disse o analista da pesquisa do IBGE, André Filipe Guedes Almeida.

Roberto ParizottiRoberto Parizotti

Além disso, a alta da alimentação no domicílio passou de 0,78% em julho para 1,63% em agosto, principalmente por conta das altas da batata-inglesa (19,91%), do café moído (7,51%), do frango em pedaços (4,47%), das frutas (3,90%) e das carnes (0,63%). Já a alimentação fora do domicílio (0,76%) também acelerou em relação a julho (0,14%), principalmente por conta do lanche (1,33%) e da refeição (0,57%).

Em habitação (0,68% e 0,11 p.p.), o resultado foi influenciado pela energia elétrica (1,10%), que desacelerou em relação ao mês anterior (7,88%). “O resultado é consequência dos reajustes tarifários em Vitória, Belém e em uma das concessionárias em São Paulo. Além disso, a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos, vigorou nos meses de julho e agosto”, afirmou Almeida.

Os preços do gás encanado (2,70%) e do gás de botijão (2,40%) também subiram. No gás encanado, houve reajustes tarifários em Curitiba e no Rio de Janeiro. A taxa de água e esgoto teve queda de 1,02% por conta da mudança na metodologia de cobrança das tarifas em Belo Horizonte.

INPC tem alta de 0,88% em agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – que é uma das principais referências para as negociações coletivas de reajustes salariais, teve alta de 0,88% em agosto. Assim, em 12 meses (desde setembro do ano passado), o índice acumulado ficou em 10,42%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo IBGE.

A inflação de agosto e acumulada em 12 meses nas capitais (IBGE)

 

Os grupos que compõem a inflação de agosto (IBGE)