• Kwai
MENU

Nota de repúdio contra assédio sexual cometido por Feliciano

Central repudia e pede investigação no caso da denúncia de abuso sexual contra o deputado

Publicado: 09 Agosto, 2016 - 16h02

Escrito por: CUT

Foto: CUT
notice

A CUT vem a público repudiar e pedir investigação no caso da denúncia de abuso sexual que envolve o Deputado do PSC por São Paulo, Marco Feliciano. A estudante de jornalismo Patrícia Lelis, de 22 anos, denunciou a violência que sofreu do parlamentar no último dia 2/08/2016 e até agora nenhuma investigação para apurar a conduta do parlamentar foi realizada. Segundo Patrícia, além de abuso sexual houve também lesão corporal e cárcere privado.

Ela afirmou, em entrevista nesta segunda-feira no Senado Federal, que o fato aconteceu no dia 15 de junho deste ano no apartamento funcional ocupado pelo deputado em Brasília. A jovem contou que foi até o local para participar de uma reunião com Feliciano e outras pessoas, mas somente ela compareceu. Segundo Patricia, Feliciano propôs um cargo e bom salário em troca de um caso extraconjugal. Ela alega que quando recusou a proposta o deputado a agrediu fisicamente e levantou a saia dela.

Patricia foi procurada pelo chefe de gabinete do pastor, Talma Bauer, e gravou toda a conversa que teve com ele no qual ela relata o assédio sexual que teria sofrido nas mãos do Feliciano. O chefe de gabinete tentou um acordo para acabar com a delação. Segundo a estudante, ele a ameaçou de morte e estava armado.

Ela registrou um boletim de ocorrência no domingo (7/08) na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da Asa Sul, em Brasília, 5 dias depois da divulgação na imprensa. A jovem afirma que preferiu primeiro procurar o PSC, partido de Feliciano, para pedir ajuda, negada segundo ela. Ela disse ainda que o presidente do partido, pastor Everaldo Pereira, teria oferecido dinheiro a ela para ela “ficar quieta”, mas não sabe dizer a quantia que teria sido oferecida. Depois disso, a estudante relatou o caso a jornalistas.

As denuncias contra o parlamentar que Patrícia fez nesta segunda (8) no Senado serão encaminhadas para apuração do Ministério Público.

Nós exigimos que o caso seja investigado e, se comprovado a tentativa de estupro, que o Deputado Marco Feliciano seja cassado e preso.

Violência contra mulher não é o mundo que a gente quer.

Assinam:

Secretaria Geral               Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora