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Nota da CUT: Justiça para o líder sindical Antônio de Souza Araújo

A CUT repudia e exige justiça pelo assassinato do líder sindical, Antônio de Souza Araújo, da Paraíba, reafirma que combaterá toda e qualquer forma de violência e exige total apuração e julgamento dos fatos

Publicado: 13 Dezembro, 2019 - 14h51 | Última modificação: 13 Dezembro, 2019 - 15h02

Escrito por: CUT Nacional

Reprodução
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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) vem a público repudiar e pedir justiça pelo assassinato do líder sindical, Antônio de Souza Araújo, 55 anos, vereador e Presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do município de Natuba, estado da Paraíba, (SINTRAF NATUBA), assassinado no dia 03 de maio de 2019, morto a tiros por dois homens que estavam de motocicleta, em frente à Câmara Municipal. Investigações da polícia apontam para a caracterização de crime político.

A violência no campo tem aumentado drasticamente nos últimos meses, fruto de uma política armamentista estimulada por declarações e demonstrações públicas e inconsequentes de autoridades e agentes próximos ao governo brasileiro que defendem a utilização de armas para resolução de conflitos.    

A CUT repudia veementemente e combaterá toda e qualquer forma de violência, sobretudo aquelas impetradas contra lideranças e dirigentes sindicais e exige total e irrestrita apuração e julgamento dos fatos entendendo que é dever do Estado garantir a segurança de seu povo, em especial de lideranças populares durante o exercício de suas funções.

A CUT é pautada pelo princípio da democracia, liberdade de organização, pelo direito de ir e vir e pelo legítimo direito de exercer a liberdade sindical. Cabe aos trabalhadores definirem a sua melhor forma de organização e quem melhor os representa. Portando, a CUT entende que é inconcebível qualquer ação que viole esses princípios.

O assassinato do companheiro Antônio de Souza Araújo é um atentado frontal contra a democracia e as instituições públicas que devem guardar a vida de seus cidadãos e cidadãs amparados na lei e na justiça. Não podemos admitir que lideranças sejam assassinadas e que se proliferem pelo Brasil viúvas e órfãos da luta.

A CUT acompanhará atentamente o desenrolar desse processo e denunciará em todos os fóruns internacionais o aumento dos casos de violência contra lideranças e dirigentes sindicais no Brasil. 

Direção Executiva Nacional da CUT

São Paulo, 12 de dezembro de 2019.