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Nota da CUT: Ditadura nunca mais! Fora, Bolsonaro!

Para Direção Executiva Nacional da CUT, celebrar a tortura e a morte é algo típico do governo Bolsonaro, um genocida que não tem a mínima preocupação com a vida do povo brasileiro

Publicado: 31 Março, 2021 - 15h43 | Última modificação: 31 Março, 2021 - 15h51

Escrito por: CUT Nacional

Reprodução
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Em 31 de março de 1964 teve início no Brasil uma ditadura militar-empresarial que durou 21 anos. A ditadura perseguiu, prendeu ilegalmente, torturou e assassinou milhares de brasileiros e brasileiras. Com apoio de grandes empresários e banqueiros, de latifundiários e do governo dos EUA a ditadura destruiu o país, deu início a um processo de endividamento externo e de desnacionalização da economia.

A ditadura caracterizou-se por estimular relações bastante questionáveis entre grandes empresas privadas nacionais e estrangeiras com o governo federal e seus aliados nos Estados e municípios. A corrupção foi uma marca desse período. A cúpula das forças armadas acumulou inúmeros privilégios. Oficiais das forças armadas se envolveram com o garimpo e outras atividades ilegais na Amazônia e outras regiões do Brasil.

A ditadura torturou bebês, crianças, mulheres grávidas. Torturadores, que eram agentes do Estado, estupraram presas políticas. Pais foram torturados na frente dos filhos, colocados no "pau de arara", na "cadeira do dragão" ou sofrendo o "afogamento" ou outras torturas aplicadas durante os "interrogatórios ".

A ditadura praticou o desaparecimento forçado de centenas de jovens, cujos cadáveres, até hoje, não foram entregues a seus familiares.

A CUT vem manifestar seu mais intenso repúdio a qualquer celebração desse período trágico da história do Brasil. Celebrar a tortura e a morte é algo típico do governo Bolsonaro, um genocida que não tem a mínima preocupação com a vida do povo brasileiro.

Bolsonaro é herdeiro desse regime antidemocrático, antipopular e antinacional, que durou de 1964 a 1985.

A CUT também repudia qualquer posição de representantes do poder judiciário ou legislativo que venham a estimular a comemoração desse ato inconstitucional que foi o golpe de Estado de 31 de março.

A CUT lutará sempre para resgatar a Memória, estabelecer a Verdade e garantir que seja feita a Justiça.

Nesse 31 de março, fica nossa homenagem aos mártires da Resistência contra a ditadura, homens e mulheres que perderam a liberdade ou a vida para defender ideias, valores e princípios.

Seguiremos pelos caminhos da resistência popular e democrática, honrando militares como Apolônio de Carvalho, Carlos Lamarca e Nelson Werneck Sodré, e civis como Iara Iavelberg, Helenira Resende e Aurora Maria Nascimento Furtado.

A CUT jamais esquecerá os crimes cometidos pela ditadura, e está preparada para defender as liberdades democráticas e outras conquistas da classe trabalhadora.

DITADURA NUNCA MAIS!

PELA MEMORIA, VERDADE E JUSTIÇA!

FORA BOLSONARO!

Direção Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores  (CUT)

31 de março de 2021.