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No RS também teve muita repressão contra protestos de trabalhadores

Governador revelou a sua face perversa ao mandar PMs agredirem trabalhadores e estudantes com violência maior do que nos tempos sombrios da ditadura militar, protestou presidente da CUT, Claudir Nespolo

Publicado: 14 Junho, 2019 - 12h20 | Última modificação: 14 Junho, 2019 - 13h00

Escrito por: CUT-RS

CUT-RS
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A greve geral no Rio Grande do Sul começou nesta sexta-feira (14) com milhares de trabalhadores, trabalhadoras e estudantes, protestando em frente às garagens de ônibus e nas rodovias contra a reforma da Previdência, por empregos e em defesa da educação.

Houve paralisações de trens e ônibus, que foram reprimidas com violência pelas tropas de choque da Brigada Militar, que jogaram centenas de bombas de gás lacrimogêneo. Soldados a cavalo fizeram perseguições e, pela primeira vez no Estado, um caminhão da BM atirou jatos de água em manifestantes, que caminhavam pacificamente na Avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre, lembrando a ação dos carabineiros do Chile, a polícia violenta do general Pinochet.

“O governo Eduardo Leite (PSDB) já tinha mostrado a sua face de maldades aos gaúchos, quando manteve a política de atrasos, parcelamentos e arrocho dos salários dos servidores e obteve maioria na Assembleia Legislativa, que aprovou o fim do plebiscito para privatizar a CEEE, CRM e Sulgás”, afirmou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

“Agora, o governador revelou a sua face perversa ao mandar policiais militares agredirem piquetes de trabalhadores e estudantes com violência maior do que nos tempos sombrios da ditadura militar, deixando vários feridos”, completou.

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A secretária de Formação da CUT-RS, Maria Helena de Oliveira, que participou de um piquete na garagem da Sudeste, na capital gaúcha, ficou indignada ao levar várias cacetadas nas costas. “Eles bateram de forma covarde e truculenta, sem abrir qualquer espaço para dialogar com os rodoviários para que eles pudessem decidir sobre participar ou não da greve geral e defender o direito de se aposentar”, disse.

Trabalhadores de várias categorias também fizeram manifestações nas primeiras horas da manhã, como petroquímicos, petroleiros, professores, sapateiros, bancários, municipários, agricultores familiares, trabalhadores rurais, servidores públicos e trabalhadores da Saúde e da Alimentação, além de estudantes e movimentos sociais.

A CUT-RS está fazendo um levantamento completo das paralisações em todo o Estado, que serão divulgados ao longo do dia. No final da tarde, às 18h, haverá ato na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, com concentração a partir das 17h.