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Negociação sobre banco de horas e assédio moral na Nossa Caixa

Publicado: 13 Novembro, 2008 - 15h02

Escrito por: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

São Paulo - As distorções nas funções dos caixas eventuais foram um dos temas da negociação desta quarta, dia 12. Representantes dos trabalhadores e da Nossa Caixa debateram também o assédio moral, compensação de greve, transferências e questões específicas.

A direção do banco apresentou o número de funcionários contemplados com os reajustes que variaram de 8,15% a 10%. De acordo com informações do banco, a média do aumento ficou em 9,13%. Ao aplicar os 10%, o banco fez o acerto de curva do PCS, assim como dos pisos do Plano de Cargos e Salários.

O Sindicato questionou o banco sobre a compensação dos dias de greve, que não pode ser uma punição para os trabalhadores que aderiram ao movimento e que estão sendo obrigados a utilizar o banco de horas para a compensação. Os caixas eventuais, além de terem que compensar, não receberam a devida gratificação durante a greve. Os representantes dos trabalhadores deixaram claro que o banco de horas, conforme manual interno de pessoal, define que a compensação deve ser feita dentro do mês ou as horas pagas no mês seguinte. Portanto, em novembro não deveria ter banco de horas para ser utilizado na compensação. Mas, já que existe, que o bancário tenha o direito de optar. "Ao constatarmos as contradições, o banco ficou de reavaliar as questões dos caixas eventuais, que na sua maioria estão nessa situação há mais de um ano", afirma a diretora do Sindicato Raquel Kacelnikas.     

Assédio - Os dirigentes sindicais também abordaram o problema do assédio moral e vão apresentar proposta ao banco. Na avaliação dos representantes dos trabalhadores, o problema é institucional e precisa de uma solução urgente. As questões locais serão tratadas no comitê de ética ou num outro grupo que for constituído.

A representante da direção da Nossa Caixa anunciou a abertura de um processo de seleção para gerente de segmento. Em relação às transferências, o banco está fazendo um levantamento para encaixar melhor os trabalhadores próximos da residência, mas respeitando os interesse da agência.

"A abertura do canal de negociação é um fator positivo na nossa avaliação. Temos como objetivo construir um processo permanente para buscar as soluções dos problemas dos funcionários, pois o nível de adesão durante a greve deixou muito claro que a insatisfação em relação às condições de trabalho, ao desrespeito e à falta de valorização dos bancários chegou ao limite", afirma Raquel.