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'Mulher pode ser o que quiser, onde quiser e na hora que quiser', diz Ana Marcela

A frase da medalhista de ouro na maratona aquática resume a luta das mulheres por reconhecimento, investimento, igualdade, autonomia e independência

Publicado: 04 Agosto, 2021 - 16h24 | Última modificação: 04 Agosto, 2021 - 16h27

Escrito por: Redação CUT

Joanne Roriz/COB
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'Mulher pode ser o que quiser, onde quiser e na hora que quiser', disse Ana Marcela Costa, após ganhar a medalha de ouro na maratona aquática nas Olímpiadas de Tóquio, nesta terça-feira (3). Ela se manteve na frente e com tranquilidade nos 10 km da disputa. Com sua vitória, o Brasil atingiu a marca de sete medalhas conquistadas por mulheres, sendo que das quatro medalhas de ouro até agora, três foram conquistadas pelas mulheres – uma foi pelo surfista Italo Ferreira. E ainda falta Bia Ferreira, do boxe, terminar sua participação na modalidade.

"Lugar de mulher é onde ela quiser", comemora a secretaria das Mulheres da CUT, Juneia Batista, usando a frase usada pelo movimento feminista que foi parafraseada por Ana Marcela.

“A frase da medalhista de ouro na maratona aquática resume a luta das mulheres por reconhecimento, investimento, igualdade, autonomia e independência”, afirma Juneia, ressaltando que “é preciso o governo  investir nos esportes para as mulheres, se não este, o proximo, com certeza o fará”.

Ouro femino

As atletas olímpicas do Brasil já conquistaram oito medalhas nos Jogos de Tóquio. É o melhor desempenho das mulheres do país na história dos jogos olimpícos.

A primeira a subir no pódio em Tóquio foi a maranhanese, Rayssa Leal, de apenas 13 anos, medalha olímpica de prata da modalidade skate streer.

Depois o Brasil voltou a se encantar com Rebeca Andrade, 22 anos, a paulistana de Guarulhos, que conquistou duas medalhas olimpicas na ginástica artística - prata na modalidade individual geral e ouro na prova de salto.

 Mayra Aguiar, 30 anos, de Porto Alegre, foi a próxima a subir ao pódio para receber medalha de bronze no judô.

A baiana Bia Ferreira, peso-leve (até 60kg) do boxe, que ainda vai disputar a final, na quinta (5), às 2h15, e independentemente do resultado, já garantiu a terceira medalha de bronze do boxe brasileiro nos Jogos de Tóquio. Mas, se vencer, fará história, como a primeira brasileira a conquistar o ouro pela modalidade no torneio olímpico.

São medalhistas ainda Ana Marcela Cunha, ouro na maratona aquática; Martine Grael/Kahena Kunze, ouro na vela, e a dupla de tênis Luisa Stefani e Laura Pigossi, que conquistou o bronze.

Se o vôlei feminimo ganhar, mais brasileiras subirão ao pódio no Japão. Nesta quarta-feira (4), a equipe disputou as quartas de final do torneio feminino de vôlei das Olimpíadas de Tóquio e venceu de virada a equipe da Rússia por  por 3 sets a 1, com parciais de 23/25, 25/21, 25/19 e 25/22.

A seleção brasileira continua invicta e avança para a semifinal, quando enfrentará a Coreia do Sul, que eliminou a Turquia.