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MST e Via Campesina iniciam Marcha por Lula Livre e direitos

Os campesinos se somam ao Dia do Basta, às 17h desta sexta (10), para protestar contra os desmontes das políticas públicas, o aumento abusivo dos combustíveis e gás de cozinha e por Lula Livre

Publicado: 10 Agosto, 2018 - 16h20 | Última modificação: 10 Agosto, 2018 - 16h27

Escrito por: Luciana Waclawovsky, especial para Portal CUT

Imprensa MST
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Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina (articulação mundial de movimentos camponeses) iniciam, nesta sexta-feira (10), a Marcha Nacional Lula Livre, que faz parte do calendário de lutas pela libertação do ex-presidente Lula, mantido preso político desde 7 de abril, na sede da Superintendência da Polícia Federal em, Curitiba.

Os manifestantes também marcham em defesa dos direitos da classe trabalhadora do campo e da cidade, e pela manutenção das políticas públicas, principalmente nas áreas de educação e saúde, as mais afetadas pelo congelamento dos gastos determinado pelo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP).

Além disso, eles querem alertar a sociedade brasileira sobre a necessidade de uma reforma agrária popular para distribuir a terra e desenvolver alimentos à população, em contraponto ao agronegócio, como explicou Alexandre Conceição, da direção nacional do MST, em coletiva à imprensa na manhã desta sexta.

A marcha, que tem início nesta sexta e termina no dia 15 de agosto, data em que representantes dos movimentos sociais, populares e sindicais acompanharão o registro da candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. São três grupos. Um sairá da cidade de Formosa (GO); outro de Luziânia (GO) e um terceiro de Engenho das Lages (DF).

Cada grupo terá um nome em homenagem a lutas importantes contra o sistema neoliberal. Os militantes que saem de Formosa, batizaram o pelotão de Coluna Ligas Camponesas, e representam a região Nordeste do Brasil; já os manifestantes que saem de Luziânia, denominaram de Coluna Prestes e representam as regiões Sul e Sudeste; e quem sai de Engenho das Lages atende pelo nome de Coluna Teresa de Benguela, quilombola de lutas e resistência do estado de Goiás, e representam a regional Centro Oeste e Amazônia.

Ao longo desta sexta, os manifestantes chegarão de ônibus do Brasil todo, representando 23 estados e o Distrito Federal. As três colunas marcharão em duas fileiras e irão caminhar uma média de 15 quilômetros por dia. No total, cerca de cinco mil campesinos se encontrarão em Brasília, dia 15 de agosto.

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“Esta é uma Marcha pedagógica e orientadora, que pretende chamar a atenção que o golpe [de Estado de 2016] não era para tirar o Partido dos Trabalhadores ou a Dilma [Rousseff, presidenta legitimamente eleita por mais de 54 milhões de brasileiros] do poder. Foi para massacrar a classe trabalhadora e jogar o país numa profunda crise social para que 1% da população, que representa a elite nacional, possa se beneficiar”, criticou Alexandre Conceição.

Segundo ele, a partir das 17h de hoje, os militantes dos movimentos sociais que estão chegando aos seus pontos de saída, se somarão às manifestações do Dia do Basta organizada pela CUT e demais centrais sindicais.

Greve de fome

A agenda de lutas dos movimentos campesinos iniciou em 31 de julho quando seis militantes decidiram entrar em greve de fome contra as injustiças sociais, o retorno da fome, e pelo direito de Lula responder em liberdade a uma condenação sem crimes nem provas.

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“A liberdade de Lula é necessária porque ele já mostrou que consegue governar o país com justiça social e crescimento econômico sem tirar dinheiro dos pobres. Por isso estamos fazendo esse conjunto de forças sociais, convocando a população que está desempregada e os mais de 12 milhões que estão em situação de extrema pobreza, para fazer um grande levante popular e social em defesa dos direitos da classe trabalhadora do campo e da cidade”, defendeu Conceição.

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