MPT dá 5 dias para ANM explicar extravasamento em mina da Vale
Órgão cobra informações sobre medidas adotadas após vazamento de água com sedimentos na mina de Fábrica, em Minas Gerais
Publicado: 29 Janeiro, 2026 - 14h39 | Última modificação: 29 Janeiro, 2026 - 14h54
Escrito por: Redação CUT | Editado por: Walber Pinto
O Ministério Público do Trabalho (MPT) publicou na segunda-feira (26) um ofício concedendo prazo de cinco dias para que a Agência Nacional de Mineração (ANM) informe quais medidas adotou após extravasamentos de água com sedimentos em uma cava da mina de Fábrica, operada pela Vale, que fica localizada entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, em Minas Gerais.
O ofício solicita informações sobre as providências adotadas pela ANM após os extravasamentos registrados na área.
No documento, o MPT solicita que a ANM detalhe as providências eventualmente tomadas após o extravasamento e esclareça se mantém o entendimento apresentado pela mineradora. Segundo o órgão, é necessário saber se a agência “ainda corrobora o entendimento da mineradora no sentido de que a ocorrência não teria repercussão no tocante às barragens de Mina de Fábrica”.
“Solicitamos à ANM que informe ao MPT, no prazo de até cinco dias, quais foram as medidas que eventualmente tenha adotado diante do extravasamento de água com sedimentos”, afirmou o MPT no ofício.
O que aconteceu
Neste domingo (25), um novo vazamento de água foi registrado em uma mina da Vale no município de Congonhas, na região Central do estado. Segundo a prefeitura, o extravasamento foi identificado na mina Viga, localizada na estrada do Esmeril. A Defesa Civil confirmou que houve vazamento de água para o rio Maranhão, o que levanta preocupação sobre possíveis impactos ambientais.
Equipes da Defesa Civil e do município acompanham a situação. Até o momento, não há registro de feridos nem necessidade de evacuação de moradores. A prefeitura informou que segue monitorando a área e cobrando explicações da mineradora sobre as causas do vazamento e as medidas adotadas para contenção.
O novo episódio ocorre em um momento simbólico, marcado pelos sete anos da maior tragédia ambiental e humanitária do país. Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a reparação em Brumadinho ainda está longe de ser concluída.
Em nota, a entidade afirma que, apesar de Vale, Ministério Público, Defensoria Pública e Governo de Minas Gerais divulgarem o acordo de reparação firmado em 2021 como um sucesso, a realidade enfrentada pelos atingidos é diferente.