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MPF acaba com a força-tarefa da Lava Jato do Paraná

Maior feito da operação foi prender Lula, sem crime e sem provas, para ajudar a eleger Bolsonaro

Publicado: 03 Fevereiro, 2021 - 11h20 | Última modificação: 03 Fevereiro, 2021 - 11h36

Escrito por: Redação CUT

Fernando Frazão/Agência Brasil | Sérgio Lima/Poder360
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O Ministério Público Federal (MPF) anunciou nesta quarta-feira (3) a dissolução da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, principal braço da operação no país, segundo reportatem do Congresso em Foco.

A decisão foi anunciada um dia depois do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Jair Bolsonaro (ex-PSL) na Câmara dos Deputados, dizer novamente, em entrevista à rádio CBN, que a possibilidade de prisão em segunda instância foi uma construção casuística da Operação Lava Jato para prender o ex-presidente Lula e, assim, deixá-lo de fora das eleições de 2018,

O anúncio da dissolução do grupo ocorre também no momento em que se intensificam as denúncias de irregularidades praticadas pelo ex-juiz Sérgio Moro, que comprovam a parcialidade do então magistrado, que acabou virando ministro da Justiça de Bolsonaro, a quem ajudou a eleger ao prender Lula.

As primeiras informações sobre as irregularidades foram reveladas pelo Intercept Brasil, que desde junho do ano passado publica uma série de reportagens sobre mensagens trocadas entre Moro e os procuradores por meio do Telegram. As mensagens mostraram o conluio do ex-juiz com os membros da força tarefa paranaense. As reportagens ficaram conhecidas como Vaza Jato.

O conteúdo das mensagens apresentadas pelo site, atualmente confirmadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e liberadas para conhecimento da sociedeade pelo ministro Ricardo Lewandowski, apontam que os investigadores atuaram em conjunto com o então juiz federal Sergio Moro, e tinham objetivos políticos com a operação – inclusive o de retirar Lula das eleições de 2018.

Lewandowski derruba sigilo de conversas de Moro com procuradores da Lava Jato

Mais recentemente, novos diálogos obtidos pela defesa do ex-presidente Lula, no âmbito da Operação Spoofing, apontaram claramente a parcialidade da operação. Na conversa, Deltan Dallagnol, chefe da força tarefa da Lava Jato do Paraná escreveu no grupo: "O material que o Moro nos contou é ótimo. Se for verdade, é a pá de cal no 9 [apelido que eles deram a Lula porque o ex-presidente só tem nove dedos. Perdeu um em um acidente de trabalho] e o Márcio merece uma medalha", disse Deltan.  

Em uma das mensagens, trocadas em 16 de fevereiro de 2016 e incluída pela defesa de Lula na ação, Moro perguntou a Dallagnol se os procuradores têm uma "denúncia sólida o suficiente". 

O ex-juiz condenou Lula sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP), após ser acusado de ter recebido um apartamento como propina da OAS. O petista nunca dormiu nem tinha a chave do imóvel. Em dezembro do ano passado foi divulgado um documento da consultoria Alvarez & Marsal (EUA), que contratou Moro, atribuindo o apartamento como sendo da OAS e não de Lula

Fim da Lava Jato

Criado em 2014, o grupo de procuradores coordenado por Deltan Dallagnol, conhecido como força tarefa da Lava Jato no Paraná,  atuou na maior parte da operação no país e foi responsável pela prisão de nomes como o ex-deputado cassado Eduardo Cunha e o empresário Marcelo Odebrecht, além de Lula, o principal alvo deles.

 Desde 1º de fevereiro, parte dos investigadores passaram a integrar o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal. Outros foram devolvidos às suas funções de origem e passam a colaborar com a operação de maneira pontual.

Com apoio do Brasil247