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Movimentos sociais realizam atos em solidariedade a Cuba

No dia que Fidel completaria 95 anos, manifestantes protestaram contra embargo imposto pelos Estados Unidos

Publicado: 13 Agosto, 2021 - 15h13 | Última modificação: 13 Agosto, 2021 - 15h15

Escrito por: Redação RBA

Reprodução
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Movimentos sociais organizaram, na manhã desta sexta-feira (13), atos em diversas cidades para prestar solidariedade a Cuba. Nesta data, é comemorado o aniversário de Fidel Castro, que completaria 95 anos. As atividades fazem parte do Plano de Ações de Solidariedade com os Povos em Luta, contra o bloqueio econômico dos Estados Unidos à ilha caribenha, que já dura 62 anos. A medida dificulta as compras internacionais de bens básicos, como medicamentos e suprimentos, especialmente em meio à pandemia de covid-19.

Entre as cidades que organizaram atos simbólicos, destaques para Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Salvador. “O Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba se manifesta fortemente em defesa da Revolução Cubana, contra o bloqueio econômico e contra o imperialismo dos Estados Unidos. Viva a luta dos povos da América Latina”, defendeu Everton Souza, do Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba, uma das organizações da Alba Movimentos.

Solidários

Nas últimas semanas, o consulado de Cuba em São Paulo recebeu manifestações de solidariedade dos movimentos sociais. Assim como em outros dias, manifestantes levaram bandeiras do país caribenho, cartazes e faixas exigindo o fim do embargo.

No mês passado, protestos contrários ao governo cubano ocorreram em cerca de 20 municípios da ilha. O presidente Miguel Díaz-Canel reconheceu os problemas econômicos, mas sustentou que as manifestações foram parte de uma campanha contrária ao sistema socialista.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de uma mesa de negociação entre Cuba e os Estados Unidos. Ele disse que o povo cubano tem o direito de se manifestar, e que o governo tem obrigação de conversas com o povo. “O povo cubano tem direito de ir para as ruas, tem direito de pedir liberdade, de pedir mais comida na mesa e mais energia”, disse Lula, em entrevista ao Canal Once, do México. “O que a gente não pode é permitir a ingerência de um país sobre o outro”, acrescentou.