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Avanço do fascismo: capoerista baiano é assassinado por apoiador de Bolsonaro

O mestre de capoeira Moa do Katende foi morto com 12 facadas nas costas na madrugada desta segunda (8) por expressar publicamente o seu voto no candidato do PT, Fernando Haddad

Publicado: 08 Outubro, 2018 - 12h31 | Última modificação: 08 Outubro, 2018 - 12h56

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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O ódio e a ascensão do fascismo no Brasil fizeram uma vítima fatal na Bahia na madrugada desta segunda-feira (8). O mestre capoeirista Moa do Katende foi morto com 12 facadas nas costas em um bar em Salvador, após dizer que tinha votado em Fernando Haddad (PT) para presidente.

O autor do crime, que começou a discussão, manifestou aos gritos seu apoio a Jair Bolsonaro, ao chegar ao bar onde Katende estava, no bairro Engenho Velho de Brotas, de acordo com informação oficial da assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA).

Filha do capoeirista, Somanair dos Santos, 35 anos, conta que recebeu uma mensagem do pai nas primeiras horas da manhã do domingo (7) avisando que iria até sua zona eleitoral. Por volta da meia-noite, ela recebeu uma ligação de um parente avisando sobre o crime. Quando chegou ao local, encontrou o pai ensanguentado e sem vida.

"O homem chegou com os ânimos exaltados e ele [seu pai] pediu para parar. Já estava tudo aparentemente cessado, mas ele chegou na covardia, esfaqueando meu pai sem defesa alguma. Não teve nenhuma defesa porque era um homem sem maldade", conta. 

Também filha de Moa, Jesse Mahi disse que o pai tinha um comportamento tranquilo e que se mostrava favoráveis às ideias defendidas pelo PT, mas nunca tinha se envolvido em discussões políticas. 

"O legado dele não acabou, existe muito a ser feito. Meu pai nunca foi a favor dos princípios da direita", disse. 

Uma amiga do compositor, Inácia Alves, 51 anos, diz que Moa era um agitador cultural do bairro e que sempre foi preocupado com a conquista das minorias. "Não consigo descrever tanto ódio. É só o começo do que está por vir. Essa atitude representa o partido e suas ideias", afirmou.

A vice na chapa presidencial do PT, Manuela D'Ávila (PCdoB), lamentou o trágico episódio por meio da sua conta oficial no Twitter.

O perigo do discurso do ódio

Conhecido por posições extremistas, o candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro, defende a Ditadura Militar (1964-1985), a pena de morte e o porte de armas para a população. No dia 1º de setembro deste ano, o presidenciável também simulou "fuzilar" a "petralhada" do Acre, estimulando os seus eleitores a utilizar do ódio e da força contra quem pensa diferente.

*Com informações Brasil 247

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