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Ministro por quem Bolsonaro ‘botava a cara no fogo’  é preso pela Polícia Federal

Agora, o presidente diz "ele que responda pelos atos dele. Se a PF prendeu, tem um motivo", aparentemente concordando com o óbvio, que em seu governo tem corrupção, ao contrário do que costuma afirmar

Publicado: 22 Junho, 2022 - 10h19 | Última modificação: 22 Junho, 2022 - 19h14

Escrito por: Redação CUT | Editado por: Marize Muniz

Reprodução/Twitter
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Após a Polícia Federal (PF) prender o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, nesta quarta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que ele deve responder pelos seus atos.

Ex-ministro da Educação e pastor ligado a Bolsonaro são presos pela PF

O pastor Gilmar Santos também foi preso preventivamente na manhã de hoje e a PF cumpre mandado de prisão nos endereços do pastor Arilton Moura.

"Ele que responda pelos atos dele", disse o presidente nesta quarta, em entrevista à rádio Itatiaia de Minas Gerais. "Se a PF prendeu, tem um motivo", acrescentou, aparentemente concordando com o óbvio: em seu governo tem sim corrupção, ao contrário do que costuma afirmar.

"Se tiver algo de errado, ele vai responder. Se tiver. Se for inocente, sem problema; se for culpado, vai pagar", completou Bolsonaro.

Em março, quando vazou um áudio revelando que o governo federal priorizava a liberação de recursos do Ministério da Educação (MEC) a prefeituras indicadas pelos pastores-lobistas Gilmar Santos e Arilton Moura Correia, Bolsonaro disse que botava a cara no fogo pelo ministro, que é evangélico e pastor.

Ele ainda classificou como "covardia" a pressão para que Milton Ribeiro deixasse o cargo e disse que a situação expressava, em sua visão, a falta de corrupção em seu governo.

"Por que não tem corrupção no meu governo? Porque a gente age dessa maneira. A gente sempre está um passo a frente. Ninguém pode pegar alguém e dizer 'ó, você está desviando'. Tem que ter prova, poxa, se não é uma ação contra a gente", afirmou na época.

No dia 28 de março o ministro pediu demissão e hoje foi preso.