Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 991 denúncias de assédio eleitoral
Com 147 registros, o estado de São Paulo acumula o maior número de reclamações, seguido por Minas Gerais, com 101 denúncias, e Rio de Janeiro, com 93 denúncias
Publicado: 06 Outubro, 2026 - 14h43 | Última modificação: 06 Outubro, 2026 - 14h54
Escrito por: MPT
Até 4 de outubro de 2026 (domingo de eleição), o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 991 denúncias de assédio eleitoral. Na eleição de 2022, até 30 de setembro, eram 85. Os números mostram que os casos aumentam conforme a votação se aproxima: só em setembro deste ano, foram 550 registros.
Somente na véspera do pleito (3), até às 18 horas, o órgão recebeu 945 denúncias de assédio eleitoral no país. Com 147 registros, o estado de São Paulo acumula o maior número de reclamações, seguido por Minas Gerais, com 101 denúncias, e Rio de Janeiro, com 93 denúncias.
O assédio eleitoral acontece quando alguém usa a relação hierárquica para intimidar, influenciar ou constranger o voto de quem está sob seu comando. É uma conduta abusiva, que pode trazer consequências para quem a pratica. Outubro pede atenção redobrada: em 2022, principalmente entre o primeiro e o segundo turno, o mês somou 2.639 denúncias. No seu voto, quem manda é você. Sofreu ou presenciou esse tipo de pressão? Denuncie em mpt.mp.br.
A apuração de casos de assédio eleitoral é uma das frentes da campanha "No meu voto mando eu", iniciativa conjunta do MPT, Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Ministério Público Federal (MPF). A ação orienta trabalhadoras, trabalhadores e empresas sobre limites entre livre manifestação política e uso da hierarquia para pressionar o voto.