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Metalúrgicos da CUT abrem congresso defendendo Lula e contra retrocesso social

Segundo sindicalista, é a primeira vez que o ex-presidente não participa do evento, que vai até sexta-feira, na região metropolitana de São Paulo

Publicado: 22 Maio, 2019 - 16h39

Escrito por: Redação RBA

Divulgação
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Manifestações em defesa do ex-presidente Lula e contra retrocessos sociais marcaram a abertura do 10º Congresso dos Metalúrgicos da CUT na noite de ontem (21), em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. O evento vai até sexta-feira (24), com aprovação de um plano de lutas para os próximos quatro anos e eleição da nova direção da confederação nacional da categoria, a CNM-CUT.

“Lula livre é ter política de salário mínimo. É ter soberania. É combater o assassinato da juventude negra, das mulheres”, afirmou o presidente da CNM-CUT, Paulo Cayres. Ele lembrou que é a primeira vez que o ex-presidente não participa de um congresso da entidade. “Fazer este evento sem o companheiro Lula é vazio e doloroso. Mas este sentimento de vazio deve ser preenchido por nossa luta e garra no chão da fábrica, dialogando com o trabalhador e a trabalhadora sobre os ataques que este governo faz contra a categoria.”

Segundo a secretária-geral adjunta da CUT, Maria Faria, o 13º congresso nacional da central (Concut), em outubro, também terá Lula livre como tema. “O ataque à classe trabalhadora é global. Temos que reconhecer que o momento atual não é pior porque resistimos. O congresso da CNM e da CUT simboliza nossa resistência em defesa da democracia”, afirmou. Representante do Levante Popular da Juventude, Élida Lima ressaltou a importância da “unidade das forças progressistas” contra o retrocesso.

Na mesa de abertura, estavam sindicalistas – inclusive da CNTM, confederação dos metalúrgicos ligada à Força Sindical –, políticos e representantes de organizações sociais, como o Levante e os movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB) e dos Pequenos Agricultores (MPA). Pela manhã, o líder sem-terra João Pedro Stédile já havia participado de um debate, declarando que Lula “é o único líder popular que pode barrar o capital financeiro de impor o projeto neoliberal internacional”. Ele disse ainda que movimentos sociais na Espanha avaliaram que a entrevista de Lula ao jornal El País colaborou para a vitória socialista nas recentes eleições gerais.