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Marcha das Margaridas levará 100 mil mulheres do campo às ruas de Brasília

De todos os cantos do país, trabalhadoras do campo, da floresta e das águas estão a caminho de Brasília

Publicado: 03 Junho, 2019 - 11h52 | Última modificação: 03 Junho, 2019 - 12h01

Escrito por: Contag

Reprodução
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Desde o ano 2000, a cada quatro anos, camponesas de todos os estados marcham inspiradas pela história de Margarida Maria Alves, liderança assassinada por defender os direitos de trabalhadoras e trabalhadores rurais. Desde o seu surgimento, a Marcha vem se construindo como a maior e mais efetiva ação de luta das mulheres do campo, da floresta e das águas, contra a exploração, a dominação e todas as formas de violência e em favor de igualdade, autonomia e liberdade para as mulheres.

A Marcha das Margaridas é a maior ação de mulheres da América Latina e leva à capital federal as propostas e os quereres de quem produz comida sem veneno para nossa população. Somos uma potência agroambiental graças a milhões de margaridas que produzem alimentos saudáveis para nossas cidades, garantindo a soberania  alimentar e a preservação de nossas sementes crioulas, dos ecossistemas e da biodiversidade.

Em 2019, nós vamos mais uma vez ao centro do poder para sermos vistas e para propor as políticas públicas que melhor atendem as demandas das agricultoras e agricultores familiares de todo o país.

Nos encontraremos para resistir aos retrocessos sociais, exigir o fim do racismo e da violência contra as mulheres, defender os direitos humanos e o meio ambiente.

Mulheres de todo o Brasil, trabalhadoras que vivem nas cidades, nas periferias, nos campos, nas florestas e nas águas venham marchar com a gente nos dias 13 e 14 de agosto, em Brasília. Somos todas margaridas!
Apoie a campanha da Marcha das Margaridas. Os recursos vão permitir a presença de mais margaridas e ecoar nossa voz em todo o Brasil. Você também é parte dessa luta. Compareça e fortaleça. É tudo ou nada.

São as mulheres trabalhadoras do campo, da floresta e das águas, que em marcha tecem suas experiências comuns de vida e luta. Quando surgiram no espaço público, as Margaridas se afirmaram como trabalhadoras rurais. A partir da Marcha de 2007 passaram a se nomear “mulheres do campo e da floresta”.

Em 2015, a denominação “mulheres das águas” foi incluída, para afirmar a diversidade das mulheres rurais, como agricultoras familiares, camponesas, sem-terra, acampadas, assentadas, assalariadas, trabalhadoras rurais, artesãs, extrativistas, quebradeiras de coco, seringueiras, pescadoras, ribeirinhas, quilombolas, indígenas e tantas outras identidades construídas no País.

As Margaridas não fogem à luta. No último período, estivemos nas comunidades, assentamentos, rios, roçados, florestas e periferias resistindo ao golpe de 2016 e seus desdobramentos, que atacaram a democracia, os direitos conquistados e a vida das mulheres brasileiras.

A Marcha das Margaridas é uma ampla ação estratégica das mulheres do campo, da floresta e das águas para conquistar visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena. A Marcha se constrói a partir de amplo processo formativo, de debate, ação política e mobilização, desenvolvido pelas mulheres desde suas comunidades, municípios e estados, até chegar às ruas da capital do País.

Coordenada pela Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), suas 27 Federações e mais de 4 mil Sindicatos filiados, a Marcha das Margaridas se constrói em parceria com os movimentos feministas e de mulheres trabalhadoras, centrais sindicais e organizações internacionais. Este ano são parceiras da marcha as seguintes organizações:

Marcha Mundial das Mulheres – MMM
Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB
União Brasileira de Mulheres – UBM
Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste – MMTR-NE
Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu – MIQCB
Conselho Nacional das Populações Extrativistas – CNS
Movimento Articulado das Mulheres da Amazônia – MAMA
GT Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia
União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária – Unicafes
Confederação de Organizações de Produtores Familiares
Camponeses e Indígenas do Mercosul Ampliado – Coprofam
Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados e Assalariadas Rurais – CONTAR
Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiros e Marinhos – Confrem Brasil
Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ
Movimento de Mulheres Camponesas – MMC
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Central Única dos Trabalhadores - CUT

Destino dos Recursos

O orçamento geral da Marcha das Margaridas 2019 se aproxima dos R$ 5 milhões, incluindo despesas com locação de espaço e equipamentos de som, itens e serviços de segurança, higiene, limpeza, saúde, alimentação, logística, divulgação, comunicação e cultura, além, é claro, dos custos de deslocamento dos estados para Brasília.

A Contag e as 15 parceiras da Marcha lançam mão de diversas estratégias para alcançar os recursos necessários para a realização do encontro, incluindo rifas, convênios, parcerias, atividades pro-bono e esta campanha de financiamento coletivo.

Os recursos arrecadados nesta campanha são fundamentais para complementar o orçamento geral da Marcha das Margaridas 2019, sendo seu sucesso muito importante para fortalecer a mobilização das mulheres do campo, da floresta e das águas rumo a Brasília.

Veja abaixo o destino dos recursos que serão captados por meio desta campanha.

Realizada desde o ano 2000, a Marcha das Margaridas, em 2019, promove a sua 6ª edição, contando com a parceria de 16 organizações sociais e movimentos de mulheres representantes de vários segmentos.

Coordenada pela Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), suas 27 Federações e mais de 4 mil Sindicatos filiados, a Marcha das Margaridas se constrói em parceria com os movimentos feministas e de mulheres trabalhadoras, centrais sindicais e organizações internacionais.