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Manifesto para que Lula seja Nobel da Paz já tem mais de 614 mil assinaturas

Indicação foi formalizada em 31 de janeiro no site oficial do Prêmio Nobel. A campanha conta com apoio de personalidades e chefes de Estado e reforça pressão para que ex-presidente seja o vencedor 

Publicado: 22 Fevereiro, 2019 - 13h12 | Última modificação: 22 Fevereiro, 2019 - 14h44

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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O apoio para que o ex-presidente Lula seja o Nobel da Paz em 2019 já conta com mais de 614 mil assinaturas. A indicação foi feita pelo ativista de direitos humanos, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, vendedor do prêmio em 1980. Oito dias após a prisão política de Lula, na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR), no dia 7 de abril de 2018, Esquivel deu início à campanha de coleta de assinaturas, que reforça a indicação.

A campanha se tornou oficial no dia 31 de janeiro, quando Esquivel registrou a petição site do Comitê Norueguês. A jurista Carol Proner explica que as indicações podem ser feitas por personalidades, com justificativas em inglês, no próprio portal, até agosto deste ano, quando deve ser anunciado o escolhido ao Nobel da Paz.

A decisão oficial sobre a candidatura não foi tomada e nem pode ser ainda, mas a indicação ao prêmio é oficial e reforça a pressão para que Lula, que combateu a miséria, promoveu políticas públicas para reduzir a desigualdade social, tirou cerca de 36 milhões de pessoas da miséria, ou seja, fez tanto pelo Brasil, seja de fato o vencedor em 2019
- Carol Proner

O manifesto já conta com o apoio de personalidades de todo o mundo, incluindo chefes de Estado e outros ganhadores do prêmio. Destacam-se nesse time, o ex-presidente uruguaio José Pepe Mujica; o sociólogo português Boaventura de Sousa, o intelectual norte-americano Noam Chosmky e o ator e ativista Danny Glover, também dos Estados Unidos.

Por que Lula Nobel da Paz?

As iniciativas do governo Lula que foram fundamentais para a retirada de cerca de 36 milhões de pessoas da pobreza extrema no Brasil serviram de inspiração e foram replicadas em diversos países em desenvolvimento, especialmente na África. 

O Nobel da Paz de 1980, que indicou Lula ao prêmio, Adolfo Perez Esquivel, afirma no manifesto que “esses programas se tornaram exemplo mundial de combate à pobreza e à desigualdade, contra a violência estrutural que aflige a humanidade” e que, por isso, “Lula merece o reconhecimento por sua contribuição para a paz na humanidade”.

STF

A campanha de Lula ao Nobel da Paz também é instrumento para denunciar as decisões arbitrárias da Justiça, que resultaram em duas condenações e na sua prisão política, que já dura 320 dias. Nesta quinta, a defesa do ex-presidente sofreu novo revés, ao ter negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin recurso contra outra decisão desfavorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

O recurso apresentado pela defesa apontava irregularidade em parecer do ministro Félix Fischer, do STJ, em habeas corpus negado à defesa de Lula, que alegava que Fischer não poderia decidir individualmente, mas sim a 5ª Turma do tribunal.

Ao negar o recurso, Fachin afirmou que a 5ª turma deverá julgar o mesmo habeas corpus, mas negou haver irregularidade na decisão de Fischer. A defesa de Lula afirma que vai recorrer também da decisão de Fachin, para que esse recurso seja julgado pela 2ª turma do STF.

Além da falta de provas, os advogados do ex-presidente alegam que a sentença do então juiz Sérgio Moro utilizou argumentos que não constavam na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal no caso do tríplex de Guarujá.  

Com apoio MST e RBA.