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Manifesto internacional pede liberdade de Lula

Intelectuais como Noam Chomski, Angela Davis, Leonardo Padura, Thomas Piketty e Boaventura de Souza lideram manifesto denunciando a prisão política de Lula

Publicado: 29 Maio, 2018 - 12h30 | Última modificação: 29 Maio, 2018 - 12h34

Escrito por: Redação CUT

Reprodução/Brasil 247
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Trezentos acadêmicos e intelectuais lançaram neste fim de semana um manifesto intitulado "Lula da Silva é um prisioneiro político. Lula Livre!", denunciando a prisão do ex-presidente Lula, mantido preso político desde o dia 7 de abril, na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

A petição discute em detalhe a natureza arbitrária do processo conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, contra Lula, afirmando que ele é nada menos do que um prisioneiro político. O documento declara que a comunidade internacional deve tratá-lo como tal e demanda sua imediata libertação.

O manifesto, assinado por juristas, intelectuais e acadêmicos de grande peso, é apoiado por acadêmicos e intelectuais de todo o mundo, mas principalmente dos EUA e da Europa, será traduzido para outras línguas e está aberto para apoio acadêmico adicional no site Change.org
https://chn.ge/2kpoxzi

A petição declara que "os abusos do poder judiciário contra Lula da Silva configuram uma perseguição política mal disfarçada sob manto legal. Lula da Silva é um preso político. Sua detenção mancha a democracia brasileira. Os defensores da democracia e da justiça social no Oriente e no Ocidente, no Norte e no Sul do globo, devem se unir a um movimento mundial para exigir a libertação de Lula da Silva."

O manifesto é endossado por juristas mundialmente famosos, pesquisadores e intelectuais, tais como Karl Klare, Friedrich Müller, António José Avelãs Nunes, Jonathan Simon, Tariq Ali, Noam Chomsky, Angela Davis, Leonardo Padura, Thomas Piketty, Boaventura de Sousa Santos, Slavoj Žižek; John Comaroff, Eve Darian-Smith, Tamar Herzog e Elizabeth Mertz, Robert Brenner, Wendy Brown, Axel Honneth, Fredric R. Jameson, Carole Pateman, Fred Block, Mark Blyth, Michael Burawoy, Peter Evans, Neil Fligstein, Marion Fourcade, Frances Fox Piven, Michael Heinrich, Michael Löwy, Laura Nader, Erik Olin Wright, Dylan Riley, Ananya Roy, Wolfgang Streeck, Göran Therborn, Michael J. Watts e Suzi Weissman.

O documento também é apoiado por especialistas reconhecidos e diretores de centros de pesquisa em Estudos Latino-Americanos como Alex Borucki, Aviva Chomsky, Brodwyn Fischer, Barbara Fritz, James N. Green, Victoria Langland, Mara Loveman, Carlos Marichal, Teresa A. Meade, Tianna Paschel, Erika Robb Larkins, Aaron Schneider, Stanley J. Stein e Barbara Weinstein.

E ainda por economistas globalmente reconhecidos como Dean Baker, Ha-Joon Chang, Giovanni Dosi, Gérard Duménil, Gary Dymski, Geoffrey Hodgson, Costas Lapavitsas, Marc Lavoie, Thomas Palley, Robert Pollin, Pierre Salama, Guy Standing, Robert H. Wade e Mark Weisbrot.

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