Macrossetor da Indústria da CUT realiza seminário sobre IA e negociação coletiva
Evento será realizado nos dias 25 e 26 de maio, em São Paulo, e reunirá dirigentes sindicais, especialistas e representantes do governo para debater impactos da IA no trabalho, regulação e direitos
Publicado: 21 Maio, 2026 - 13h46
Escrito por: Redação CUT | texto: André Accarini
Os impactos da Inteligência Artificial no mundo do trabalho, os desafios regulatórios e o papel do movimento sindical diante das transformações tecnológicas serão os temas principais do seminário “Macrossetor Indústria da CUT e Inteligência Artificial: desafios à negociação coletiva”, a ser realizado nos dias 25 e 26 de maio, em São Paulo, pela CUT em parceria com a Fundação Friedrich Ebert (Fes), Industri-All, Dieese e Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento (TID Brasil).
O seminário tem como obejtivo aprofundar o conhecimento do movimento sindical sobre a IA, subsidiando dirigentes e entidades sindicais para atuar nas negociações coletivas e na representação institucional diante das mudanças provocadas por essa tecnologia.
A proposta parte da avaliação de que a Inteligência Artificial já impacta o cotidiano das pessoas, os processos produtivos e as relações de trabalho, trazendo tanto possibilidades de ganhos tecnológicos e produtividade quanto riscos relacionados ao emprego, à renda, à organização do trabalho e à ampliação das desigualdades. Nesse contexto, o debate sobre regulamentação, proteção de direitos e papel dos sindicatos torna-se central.
Ao longo dos dois dias, o seminário discutirá temas como os limites e potencialidades da IA, os efeitos da tecnologia sobre empregos e profissões, a regulamentação em debate no Brasil, os impactos nas relações laborais, os desafios para a negociação coletiva e o papel do movimento sindical na construção de mecanismos de proteção aos trabalhadores e trabalhadoras. Entre as questões que estarão no centro do debate estão a transparência algorítmica, os riscos de precarização, a distribuição dos ganhos de produtividade, a qualificação profissional e estratégias para evitar demissões motivadas pelo avanço tecnológico
Programação
Coma presença de dirigentes sindicais, especialistas em IA, especialistas em economia e representantes do governo, o seminário será realizado na sede da CUT Nacional em São Paulo. Entre os temas dos debates, a IA no mercado de trabalho, os desafios para a representação sindical e o impacto nas negociações.
Segunda-feira – 25 de maio
14h | Abertura e boas-vindas
Participam o presidente da CUT, Sérgio Nobre, o diretor da FES Brasil, Jan Souverein, o presidente da IndustriAll-Brasil, Aroaldo Oliveira, o presidente do TID, Rafael Marques, Leandro Horie e Cida Trajano.
14h30 | Inteligência Artificial: conceito, oportunidades e ameaças
Palestra de Marcelo Graglia, com mediação de Waldeli Melleiro.
16h20 | A importância da regulamentação da Inteligência Artificial
Palestra de Nilo Beiro, com mediação de Leandro Horie.
Terça-feira – 26 de maio
9h | A Inteligência Artificial no mercado de trabalho
Palestra de Paula Montagner, com debatedoras Tábata Leal e Camila Almeida, além de Gustavo Monteiro. Mediação de Juvandia Leite.
11h | Desafios da IA para as negociações coletivas e a representação sindical
Palestra de Rafael Lucchesi, com debate de Aroaldo Oliveira e mediação de Cida Trajano.
14h15 | A IA no mercado de trabalho: a visão do movimento sindical industrial
Participação das entidades do Macrossetor Indústria da CUT — CNTV, CNM, CNQ, CNU, CONTICOM e CONTAC — sobre campanhas salariais, negociações e impactos da IA nos setores industriais.
16h | Encaminhamentos e próximos passos
Debate entre confederações, TID e IndustriAll-Brasil, seguido do encerramento do seminário.
O seminário busca fortalecer a capacidade do movimento sindical de compreender os impactos da Inteligência Artificial sobre o mundo do trabalho e ampliar sua atuação diante das transformações tecnológicas em curso. A proposta é subsidiar dirigentes e entidades sindicais com conhecimento crítico sobre o tema, contribuindo para a construção de mecanismos de proteção ao trabalho e para a inclusão da IA nas negociações coletivas.
De acordo com a organização do evento, compreender os efeitos da Inteligência Artificial sobre empregos, renda e organização do trabalho é condição fundamental para que sindicatos possam atuar na formulação de formas de regulação que conciliem desenvolvimento tecnológico, valorização do trabalho, proteção ao emprego, justiça social e democracia, evitando decisões unilaterais das empresas e aprofundamento da precarização.