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MAB reúne povos atingidos dos nove estados da Amazônia em encontro no Pará

Evento começa nesta terça-feira e recebe cerca de 150 lideranças do movimento na UFPA, em Belém

Publicado: 29 Outubro, 2019 - 10h43 | Última modificação: 29 Outubro, 2019 - 10h47

Escrito por: Catarina Barbosa, Brasil de Fato Belém (PA)

MAB
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O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realiza junto a outros movimentos sociais, nesta terça e quarta-feira (29 e 30), o Encontro dos Atingidos e Atingidas da Amazônia.

Com o tema “Amazônia em risco: somos todos atingidos! Atingidos por barragens construindo redes de resistência”, o evento reunirá na Universidade Federal do Pará (UFPA) cerca de 150 lideranças de diversas frentes de luta dos nove estados da Amazônia

Segundo Océlio Muniz, da Coordenação Nacional do MAB e da Coordenação do MAB no estado de Rondônia, o objetivo é promover um espaço de fazer intercâmbio de experiências coletivas a partir das bases das comunidades amazônicas, conhecendo as realidades existentes nos diferentes territórios, e construindo redes de estratégias comuns para a luta em defesa da Amazônia, dos povos e da vida.

“Um dos grandes objetivos desse encontro é a gente se articular e criar rede de resistência em defesa da vida e em defesa dessa região onde moram milhões de milhões de pessoas”, resume.

A programação começa às 9h e reúne pessoas que resistem a grandes projetos como hidrelétricas, mineração, ferrovias, agronegócio, entre outros.

O encontro também celebrará a memória de Nicinha e Dilma Ferreira, lutadoras do MAB assassinadas em Rondônia e no Pará nesse contexto de perseguição aos defensores de direitos humanos e da floresta, sobretudo mulheres. Também serão debatidas as experiências e debates do Sínodo da Amazônia, com a presença de lideranças que estão em Roma participando do evento.

Muniz explica ainda que nos últimos tempos várias iniciativas atuam nessa frente discutindo e pensando a situação dos atingidos por diversas frentes.

“O movimento toma a iniciativa de fazer não só encontro dos atingidos, mas o encontro dos atingidos da Amazônia e pensar estratégias de lutas pelos próximos períodos. Então, o movimento tem pensando nisso, tem chamado outras organizações para construir junto e é um desafio das organizações que vivem, que atuam na Amazônia pensar esse processo de defesa de um território tão grande e tão rico”, afirma.