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Má-gestão no combate à pandemia do novo coronavírus aumenta rejeição a Bolsonaro

Percentual de reprovação à atuação do governo Bolsonaro no combate a pandemia, que já matou mais de 282 mil pessoas no país, subiu de 48% para 54% entre janeiro e março 

Publicado: 17 Março, 2021 - 10h05 | Última modificação: 17 Março, 2021 - 10h14

Escrito por: Redação CUT

CUT-RS
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A explosão da pandemia do novo coronavírus, com registros de quase três mil mortes por dia e mais de 282 mil vidas perdidas desde o ano passado, está corroendo a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), responsabilizado pela população pela tragédia sem fim.

De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada nesta quarta-feira (17), pelo jornal Folha de S. Paulo, 54% dos brasileiros veem a atuação de Bolsonaro no combate a pandemia como ruim ou péssima – em janeiro o percentual de reprovação era de 48%. E isso na semana em que o governo apresentou o quarto ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga, que vai substituir o general Eduardo Pazuello. Queiroga chegou dizendo descartar lockdown e admitindo o “tratamento precoce” defendido por Bolsonaro, mostrando que muda o chefe da pasta mas a política negacionista deve continuar.

O índice dos que ainda acham a gestão de Bolsonaro da crise ótima ou boa passou de 26% para 22%. Já os que consideram a atuação regular foi de 25% para 24%. Não opinaram 1%.

Perguntados quem consideram o principal culpado pelo agravamento da pandemia, 43% dos entrevistados apontaram Bolsonaro. Outros 17% acham que são os governadores os culpados e 9% os prefeitos. Já 15% dos entrevistados acreditam que a culpa deve ser dividida entre os chefes do Executivo e a população.

O Instituto Datafolha ouviu por telefone 2.023 pessoas nos dias 15 e 16 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.