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Lula lamenta em carta enviada a COP 25 o desmonte das políticas ambientais do Brasil

Na carta lida durante ato na Conferência Mundial do Clima, na Espanha, Lula lamenta o desmonte feito pelo governo de Bolsonaro, das políticas ambientais promovidas nos 13 anos em que o PT governou o país

Publicado: 06 Dezembro, 2019 - 16h08 | Última modificação: 06 Dezembro, 2019 - 16h16

Escrito por: Redação CUT

Ricardo Stuckert
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O ex-presidente Lula enviou uma carta aos participantes da 25ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25), que ocorre em Madri, Espanha. Na carta, Lula lembra as políticas ambientais promovidas durante seu governo e o da ex-presidenta Dilma Rousseff, e lamenta que o governo de extrema direita de Jair Bolsonaro esteja destruindo o que foi feito com muita luta.

A carta de Lula foi lida pelo secretário do meio ambiente da CUT Nacional, Daniel Gaio, durante um ato realizado em frente à embaixada do Chile, em Madri, contra a política neoliberal do presidente chileno Sebastian Piñera, que levou a população chilena às ruas contra as medidas do governo.

Lula diz que a COP 25 era para ser realizada no Brasil, mas Jair Bolsonaro conseguiu, mesmo antes de tomar posse, impedir a sua realização em território brasileiro. Transferida para o Chile, o país vizinho também não realizou a Conferência em virtude dos fortes protestos que ocorrem contra o governo local. Com isso, a COP 25 está sendo realizada na Espanha, de 2 a 13 de dezembro.

Em um dos trechos da carta, Lula fala sobre o que foi feito nos 13 anos dos governos petistas na presidência da República: “ durante 13 anos reduzimos 59% o ritmo de desmatamento na Amazônia junto com os governos estaduais temos 114 unidades de conservação de florestas tropicais protegendo 59 milhões de hectares de florestas nativas e áreas indígenas nelas existentes”.

Segundo o secretário do meio ambiente da CUT, a carta de Lula foi muito bem recebida porque há uma grande admiração e respeito dos movimentos sociais no mundo inteiro, em particular na Espanha, sobre as políticas apresentadas pelo governo Lula, que se tornaram referência em agenda climática e política ambiental no mundo inteiro.

“Apesar dos desmandos do governo Bolsonaro, o Brasil, entretanto, tem todas as condições de se manter como referência no combate ao desmatamento e à desigualdade porque os movimentos sociais ainda têm muita força e, isto foi demonstrado nesta Conferência do Clima. Não vamos nos ater ao desmando do governo Bolsonaro. Vamos continuar construindo coletivamente com os demais países a política correta em defesa do meio ambiente e dos direitos humanos”, diz Daniel Gaio.

Solidariedade ao povo chileno e latino-americano

O secretário do meio ambiente da CUT reforçou que nos eventos paralelos à realização da Conferência Mundial do Clima, os representantes dos movimentos sociais e sindicais questionaram e se colocaram contrários ao fato da presidência da COP 25 ainda ser do governo chileno.

“Não aceitamos o que o governo Piñera tem feito com o povo chileno. Por isso,  que boa parte das representações dos movimentos sociais do Brasil e da América Latina mantiveram em Santiago, Chile, a Cumbre dos Povos [ Cúpula dos Povos] em solidariedade ao povo chileno e da América Latina, que luta em prol do meio ambiente.

Leia aqui a carta de Lula aos participantes da COP-25