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Líder da Federação de Mineiros da Bolívia morre após atentado de opositores ao MAS

Nas redes, Evo Morales e Luis Arce lamentaram a morte de Orlando Gutiérrez, que estava internado em La Paz desde o dia 22 depois de sofrer um atentado

Publicado: 28 Outubro, 2020 - 14h26 | Última modificação: 28 Outubro, 2020 - 14h43

Escrito por: Redação CUT

Orlando Gutiérrez/Reprodução
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O secretário executivo da Federação Sindical de Trabalhadores Mineiros da Bolívia (FSTMB), Orlando Gutiérrez, morreu nesta quarta-feira (28), seis dias após sofrer um atentado que, segundo jornais locais, como o La Razón, foi praticado por um grupo de pessoas que fazem oposição ao Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Evo Morales e do novo presidente eleito do país, Luis Arce.

Na sexta-feira (23), um dia após o crime, a FSTMB divulgou nota dizendo que o atentado ocorreu por conta da luta de Gutiérrez contra o “regime de ditadura do governo antipopular de transição” da Bolívia, em referência ao governo da ditadora Jeanine Añez.

Quando Gutiérrez foi internado em La Paz após o atentado, na última sexta-feira, a advogada Nadesha Guevara afirmou à imprensa local que chegou a pedir medidas cautelares a ele na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), pois o líder sindical sofria “constantes ameaças de morte”. 

Nesta quarta, depois da confirmação da morte, tanto Luis Arce quanto Evo Morales foram às redes sociais para lamentar a perda de Gutiérrez.

“Expresso meu profundo pesar pela partida física do irmão Carlos Orlando Gutiérrez Luna (Q.E.P.D.). Grande dirigente mineiro que sempre defendeu os interesses do povo boliviano. Minha solidariedade com a família neste difícil momento, os acompanhamos em sua dor”, escreveu Arce no Twitter.

“Com profunda dor, tomei conhecimento sobre o falecimento do companheiro Orlando Gutiérrez, um jovem, valente e comprometido dirigente mineiro da histórica FSTMB e militante do ‘Proceso de Cambio’. Meus pêsames e solidariedade com sua família”, afirmou Evo Morales na mesma rede social.

Orlando Gutiérrez passou quinze anos nas profundezas das minas Colquiri, na província de Inquisivi, departamento de La Paz. Pode-se dizer que ele foi militante no subsolo enquanto minerava estanho e zinco.  Hoje é a referência máxima da Federação Sindical dos Mineiros da Bolívia (FSTMB). Homem-chave no apoio sindical à candidatura de Luis Arce Catacora, disse recentemente o Página / 12 sobre o líder assassinado.