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Levantamento releva o aumento de servidores adoecidos em hospitais de SP

Os números podem ainda ser maiores para a semana de 23 a 28 de março

Publicado: 31 Março, 2020 - 10h01 | Última modificação: 31 Março, 2020 - 10h15

Escrito por: Sindsep

Reprodução
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O Sindsep analisou neste final de semana 1083 registros de Licenças Médicas de Servidores publicadas no Diário Oficial da Cidade pela Autarquia Hospitalar Municipal dentre os dias 01 a 28 de março.

Os dados ser referem aos servidores lotados e Hospitais Municipais, Prontos Socorros, Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) e na sede da Autarquia Hospitalar Municipal (AHM). Desses registros 915 publicações são referentes a licenças médicas com início entre os dias 01 e 28 de março. Os dados analisados revelaram um grande crescimento do número de servidores afastados na AHM por licença médica a partir de 15 de março, especialmente os que procuraram a rede pública de saúde, com uma explosão de afastamentos de 14 a 15 dias, justamente quando começaram circular as recomendações de isolamento para casos suspeitos de Covid-19.

Entre a primeira e a segunda quinzena o número de afastamento de servidores subiu 57%, de 356 para 559 afastamentos, e a média de dias de licença subiu de 2,5 para 7,5 dias, um crescimento de 194%. As licenças de até 5 dias que eram 92% do total na primeira quinzena, passaram, a ser apenas 46% das licenças nas últimas duas semanas. Essas mudanças nos números foram causadas especialmente pelos afastamentos de 14 a 15 dias. Se entre os dias 1 e 14, foram afastados apenas 10 servidores por 14 e 15 dias, esse número subiu para 190 afastamentos a partir do dia 15 até o dia 28, com especial crescimento no dia 23 de março.

Os números podem ainda ser maiores para a semana de 23 a 28 de março, já que no caso das licenças da primeira semana de março, a média de tempo entre a concessão da licença e a publicação no DOC foi de 6,8 dias.

O campeão em servidores afastados por 14 ou 15 dias desde 15 de março é o Hospital do Tatuapé, justamente um dos hospitais do qual mais chegam denúncias de falta de equipamentos de proteção individual - EPIs ao Sindsep.

Esses dados são importantíssimos para interpelarmos o governo, além de auxiliar o Ministério Público que está sendo consultado inclusive nas ações ajuizadas pelo Sindsep na Fazenda Pública.

O Sindsep reafirma a urgência na convocação dos concursados aprovados na Secretaria Municipal de Saúde, na Autarquia Hospitalar Municipal, no Hospital do Servidor Público Municipal e demais autarquias municipais da Prefeitura. Exige a contratação emergencial de trabalhadores para os equipamentos de saúde da administração direta e indireta.

O Sindsep também questiona a condução das políticas de saúde pública feitas distantes da linhas de frente do atendimento à população. As ações da prefeitura e governo do Estado tem sido baseadas muito mais em imagens midiáticas de drones de hospitais de campanhas (administrados por entidades privadas) que ainda não atendem ninguém do que nos serviços públicos que nesse momento estão atendendo e tratando efetivamente da população da cidade de São Paulo sem equipamentos de proteção e com um número reduzido de profissionais.