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Juiz proíbe governo do RN de pagar salários até que quite os atrasados

A governadora Fátima Bezerra (PT) herdou do ex-governador Robinson Faria (PSD) um estado falido com salários de funcionários públicos atrasados, mas juiz foi implacável, como sempre, quando se trata do PT

Publicado: 13 Fevereiro, 2019 - 17h05

Escrito por: Redação CUT

Elisa Elsie
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O juiz Marcus Vinicius Pereira Júnior, da 2ª Vara de Currais Novos, no Rio Grande do Norte, proibiu a governadora Fátima Bezerra, do PT, de pagar os salários dos servidores de 2019 até que os salários em atraso sejam quitados, de acordo com a Fórum.

Os salários atrasados são uma herança que o ex-governador Robinson Faria (PSD) deixou para Fátima Bezerra, que pegou um estado falido e, logo que assumiu, anunciou um plano para pagar os salários atrasados, referentes a parte do 13º de 2017 e da folha de novembro; e os valores integrais da folha de dezembro e o 13º de 2018. 

Com a implacável judicial, que já está ficando comum quando se trata de gestões petistas, a governadora ficou proibida de receber o próprio salário e de pagar os salários de contratados com cargos comissionados.

Ao proferir a decisão, o juiz atendeu a um pedido do vereador Ezequiel Pereira da Silva Neto (Solidariedade).

O governo do estado informou que vai se pronunciar sobre a decisão quando for oficialmente notificado.

A tentativa de sequestro do governo de Fátima Bezerra, segundo artigo de Renato Rovai. 

Há uma clara tentativa de sequestro da vitória obtida nas urnas pelo PT no Rio Grande do Norte. Ou o PT se prepara para mais essa batalha com toda a inteligência que acumulou em algumas derrotas nesses últimos tempos ou será derrotado de novo.

Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, foi a única governadora eleita pelo PT em 2018. Todos os outros vitoriosos da sigla foram reeleitos, Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará) e Wellington Dias (Piaui). Para atingir este objetivo, a futura governadora teve de superar uma campanha duríssima em que derrotou todas as oligarquias locais (Maia, Alves, Ciarlini e Faria – do atual governador Robison Faria) que se juntaram contra ela.

No segundo turno, seu adversário foi Carlos Eduardo Alves, o Cadoca, que renunciou a prefeitura de Natal para enfrentá-la. Sobrinho do ex-governador e ex-ministro Aluísio Alves e primo do ex-governador Garibaldi Alves, que se candidatou ao Senado e teve apenas 13% dos votos.

Cadoca fez uma campanha agressiva e mesmo sendo do PDT apoiou Bolsonaro na reta final. Como o Rio Grande do Norte não é São Paulo, a estratégia que deu certo para Doria não foi suficiente para ele.

Como também não deu resultado a tática Aécio Neves para José Agripino Maia, que não buscou renovar seu mandato de senador e saiu candidato a deputado federal. Com apenas 64 mil votos, ele não se elegeu.

Acontece que fechada as urnas, os derrotados não esperaram sequer a Páscoa para iniciar a oposição. Antes mesmo da posse de Fátima Bezerra lançaram-se numa Blitzkrieg que ameaça a sua segurança e a do seu mandato.

O mais grave desses eventos foi o assassinato do soldado da Polícia Militar João Maria Figueiredo, que fazia a segurança de Fátima Bezerra. Ele foi executado no dia 21/12 e as investigações apontam que a munição utilizada para o crime é de uso exclusivo da polícia.

Além deste crime bárbaro, a operação de intimidação à Fátima tem também componentes políticos-jurídicos. Um candidato impugnado pela justiça eleitoral acabou tendo seus votos considerados válidos e isso retirou do Congresso o petista Fernando Mineiro, um dos mais experientes do partido do Rio Grande do Norte.

Quem se elegeria seria Beto Rosado, parente da ex-governadora e atual prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini. E o derrotado José Agripino Maia, com essa manobra, se tornaria o primeiro suplente. Podendo assumir o mandato a qualquer momento.

Afora todas essas ameaças, Fátima deve assumir um estado falido. O atraso nos salários do funcionalismo deve chegar a três meses em 1º de janeiro. A dívida calculada é de 2,6 bilhões.

Evidente que isso pode gerar um descontrole administrativo nos primeiros meses do mandato, porque o governo não terá recursos para nada.

Pelo jeito é com isso que contam seus adversários para tentar um golpe rápido e tirá-la do poder.

Há uma clara tentativa de sequestro da vitória obtida nas urnas pelo PT no Rio Grande do Norte. Ou o PT se prepara para mais essa batalha com toda a inteligência que acumulou em algumas derrotas nesses últimos tempos ou será derrotado de novo. Mesmo tendo vencido.

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