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Jornada realizada em Cuba busca integração e solidariedade contra neoliberalismo

Movimentos sociais, sindical e partidos políticos de 86 países discutiram estratégias para denunciar e combater as políticas neoliberais. A liberdade do ex-presidente Lula também foi defendida no encontro

Publicado: 07 Novembro, 2019 - 16h10 | Última modificação: 07 Novembro, 2019 - 16h17

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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A solidariedade a Cuba, uma articulação conjunta das lutas e resistência para superar a pauta neoliberal que defende a liberdade total do mercado e o estado mínimo foram temas da 4ª Jornada Continental pela Democracia e Contra o Neoliberalismo, Reunião Anti-Imperialista de Solidariedade, realizada em Havana entre os dias 1º e 3 de novembro.

O encontro também discutiu a perseguição ao ex-presidente Lula, mantido preso político na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba desde abril do ano passado, e a firme defesa de sua liberdade. E, no final da jornada, os movimentos sociais cubanos entregaram à delegação brasileira um abaixo-assinado com mais de dois milhões de assinaturas pedindo a liberdade de Lula.  

Além de questionar o neoliberalismo, o objetivo dessas jornadas é estimular o movimento social de todo o mundo a defender os direitos da classe trabalhadora e da sociedade, em especial das pessoas que mais precisam de um estado que atenda as suas necessidades básicas, como saúde e educação, e também defender a democracia, explica Quintino Severo, secretário-Adjunto de Relações Internacionais da CUT, que representou a CUT na jornada junto com o Secretário de Administração e Finanças da Central, Ariovaldo de Camargo e o diretor executivo, Milton dos Santos Rezende, o Miltinho.

“O movimento social também tem a responsabilidade de denunciar as atrocidades do neoliberalismo contra o povo”, diz Quintino. “Os protestos que estão sendo realizados no Chile há três semanas mostram que países que optaram pelas políticas econômicas que valorizam o mercado e colocam nas costas da classe trabalhadora todas as faturas de um crescimento econômico sem distribuição de renda, sem justiça social, aumentam as desigualdades e levam o povo a miséria”.

Para os participantes da jornada, as manifestações no Haiti, Equador e Chile, bem como os resultados das eleições presidenciais na Bolívia e Argentina, indicam que o povo quer o fim das políticas neoliberais que estão destruindo a autonomia financeira e cultural dos países da América Latina e Caribe.

O secretário de Relações Internacionais da Central de Trabalhadores de Cuba, Ismael Drullet, falou da necessidade de criar processos de formação política que superem as limitações das escolas e fortaleçam os processos de construção do socialismo. "É crucial poder reunir movimentos sociais e partidos políticos para enfrentar o imperialismo e o capitalismo", afirmou Drullet que também representa o Capítulo Cubano de Movimentos Sociais.

A solidariedade cubana foi destacada por Gail Walker, diretora executiva da Fundação Inter-religiosa para a Organização Comunitária (IFCO). "Apesar de todas as dificuldades impostas pelo bloqueio econômico genocida, Cuba está presente em muitos países com seus médicos salvando vidas e nos ajudando a treinar novos médicos", afirmou.

Na reunião plenária da reunião, na qual participaram 1332 delegados de 789 organizações de 86 países, estiveram presentes, entre outros, Ralph Goncalvez, primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas; Fernando Lugo, ex-presidente paraguaio; César Navarro, ministro de Minas da Bolívia; Peter Philips , presidente do Partido Popular Nacional da Jamaica; Eric Bocquet, senador do Partido Comunista da França; Gleisi Hoffman, presidente do Partido dos Trabalhadores do Brasil; Gerónimo Lossa, secretário geral da Guiné Equatorial; e Iván Rodríguez, do Comitê de Solidariedade Dominicana com Cuba

Relatório da Jornada

No final do evento, foi divulgado o relatório final com 33 deliberações decididas nos três dias de debates.

A primeira é uma declaração de solidariedade com Cuba, que prevê mobilizações e ações permanentes contra a escalada agressiva do imperialismo ianque, como parte da Campanha Internacional “Mãos fora de Cuba”.

Na mesma linha, a segunda exige o fim do bloqueio imposto a Cuba pelo governo dos Estados Unidos.

As demais são denunciar as ameaças e agressões de diversa natureza aos governos democráticos e populares, o neoliberalismo, solidariedade com a Revolução Bolivariana e Chavista, a união cívico-militar do povo e seu legítimo presidente Nicolás Maduro Moros, liberdade de Lula, defender a decisão do povo do Chile de se rebelar contra a política econômica que está levando todos a miséria, condenar a repressão no Equador, felicitar o povo argentino e seu presidente eleito, Alberto Fernández entre outras.

Confira aqui a íntegra do relatório final da jornada.

Com informações da convergência de comunicação.