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Inflação dispara em julho com maior alta desde 2002 e índice de 12 meses é de 8,99%

A maior variação veio do grupo Habitação com a alta de 7,88% da energia elétrica. Em segundo lugar está o gás de botijão que subiu de novo (+4,17%)

Publicado: 10 Agosto, 2021 - 11h27 | Última modificação: 10 Agosto, 2021 - 12h27

Escrito por: Redação CUT

Roberto Parizotti (Sapão)
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Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) distrai a atenção do país com mentiras e ameaças de impedir eleições em 2002, os índices econômicos como os da inflação e desemprego disparam sem que o governo tome quaquer providência.  

Puxada pelos reajustes da energia elétrica e dos botijões de gás, a inflação acelerou em julho com alta de 0,96%, a maior para o mês desde 2002.

A alta acumulada no ano é de 4,76% e a dos últimos doze meses alcança  8,99% corroendo o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras, em especial dos mais pobres que sentem mais a alta dos preços em itens essenciais para a sobrevivência, como luz, gás e alimentação. 

Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.

De acordo com o IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em julho.

A maior variação (3,10%) e o maior impacto (0,48 p.p.) vieram do grupo Habitação com a alta da energia elétrica (7,88%), resultado dos reajustes tarifários como os de São Paulo (11,38%) e também da bandeira tarifária vermelha 2 que  vigorou nos meses de junho e julho.

A partir de 1º de julho, houve reajuste de 52% no valor adicional dessa bandeira tarifária, que passou a cobrar R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos. Antes, o acréscimo era de R$ 6,243, diz o relatório do IBGE. 

No mesmo grupo, os preços do gás de botijão (4,17%) e do gás encanado (0,48%) voltaram a subir pressionando o índice de inflação e derrubano o poder de compra das famílias, que também amargam com aumento do aluguel (0,93%), condomínio (0,66%) e das taxas de água e esgoto (0,33%) -  reajustes de 6,90% em Porto Alegre (3,19%) desde 1º de julho, e de 1,62% em Campo Grande (0,27%), ocorrido em 24 de julho.

A segunda maior variação (0,32 p.p.) foi registrada no grupo Transportes (1,52%), puxada pelas passagens aéreas (35,22% e 0,10 p.p.), transportes públicos (4,52%), transporte por aplicativo (9,31%) e ônibus urbano, que subiu 0,38% em decorrência do reajuste de 5,49% nas tarifas em Porto Alegre (5,06%), a partir de 2 de julho.

Os preços dos combustíveis (1,24%) também aceleraram em relação a junho (0,87%) - a gasolina registrou alta de 1,55%. No mês anterior havia subido 0,69%.

No grupo Alimentação e bebidas (0,60%) a alimentação no domicílio passou de 0,33% em junho para 0,78% em julho, principalmente por conta das altas do tomate (18,65%), do frango em pedaços (4,28%), do leite longa vida (3,71%) e das carnes (0,77%). No lado das quedas, destacam-se a cebola (-13,51%) batata-inglesa (-12,03%), e o arroz (-2,35%).

A alimentação fora do domicílio (0,14%) desacelerou em relação a junho (0,66%), principalmente por conta do lanche (0,16%) e da refeição (0,04%), cujos preços haviam subido 0,24% e 0,85% no mês anterior, respectivamente.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 1,02%, também bastante acima de junho (0,60%) e de julho do ano passado (0,44%). Agora, soma 5,01% no ano e 9,85% em 12 meses.

Segundo o IBGE, os produtos alimentícios subiram 0,66%, ante 0,47% no mês anterior. Já os não alimentícios foram de 0,64% para 1,13%.