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Imprensa internacional detona discurso de Bolsonaro na Suíça

Desastre, fiasco e fracasso foram como jornalistas estrangeiros definiram os 6 minutos de discurso de Bolsonaro, que tinha 30 minutos para dar seu recado ao mundo

Publicado: 23 Janeiro, 2019 - 10h50 | Última modificação: 23 Janeiro, 2019 - 15h46

Escrito por: Redação CUT

Divulgação
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O título da matéria do Washington Post sobre o discurso de Jair Bolsonaro (PSL) na abertura Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, nesta terça-feira (22), foi arrasador: “Big fail”, grande falha, ou grande fracasso em tradução livre.

Mas a palavra mais usada pelos jornalistas dos principais jornais do mundo para definir o primeiro pronunciamento oficial de Bolsonaro fora do Brasil desde a posse, em 1º de janeiro foi “desastre".

Inicialmente, a organização do evento reservou 45 minutos para o discurso de Bolsonaro. Depois, sem avisar ninguém da comitiva, reduziu para 30 minutos. Durou apenas seis minutos. Outros oito foram destinados a perguntas feitas pelo presidente do Fórum, Klaus Schwab, e respondidas de maneira evasiva por Bolsonaro.

A diretora editorial e colunista do jornal francês Le Monde se pronunciou nas redes sociais. Segundo Sylvie Kauffmann, "Bolsonaro foi incapaz de responder concretamente às questões de Klaus Schwab".

“Fiasco de Bolsonaro em Davos, incapaz de responder concretamente às questões de Klaus Schwab. 15 min. de generalidades”, disse Sylvie no Twitter.

O editor-chefe da revista estadunidense American Quartely, Brian Winter, relatou no Twitter que recebeu um e-mail de um participante de Davos, que classificou o discurso de Bolsonaro como "desastroso": "Por que ele veio mesmo?".

A jornalista Heather Long, do jornal estadunidense Washington Post, usou a mesma rede social para criticar a argumentação do presidente brasileiro: "Isso é uma enrolação". Long acrescentou que Bolsonaro "tinha o mundo todo lhe assistindo, e sua melhor frase foi quando chamou as pessoas para passarem férias no Brasil".

A imprensa internacional esperava que o presidente brasileiro detalhasse, em seu discurso, planos econômicos que o governo adotaria nos próximos quatro anos.

Para o editor de economia do jornal inglês The Telegraph, Ben Marlow, os oito minutos do presidente brasileiro no palco de Davos foram de "um discurso sem vida". Marlow diz que não imagina Bolsonaro "sendo convocado novamente tão cedo".

O editor-chefe da prestigiada revista Americas Quarterly, Brian Winter, disse que o discurso de Bolsonaro em Davos foi muito mais curto do que o esperado. ‘Nunca vi nada parecido em se tratando de presidentes por aqui’, me escreveu um amigo. ‘Realmente bizarro’.

Com apoio do Brasil de Fato

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