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Impactos da pandemia para trabalhadoras domésticas é tema de live da CUT nesta terça

O dia da Trabalhadora Doméstica (27 de Abril) será celebrado com um debate que faz parte da Semana do Trabalhador da CUT. A live abordando os desafios e estratégias de luta para defender a categoria

Publicado: 27 Abril, 2021 - 12h25 | Última modificação: 27 Abril, 2021 - 16h21

Escrito por: Redação CUT

reprodução
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Pelo segundo ano consecutivo, o Dia da Trabalhadora Doméstica acontece em meio à crise sanitária que  tem impactado pessoas mais vulneráveis de forma mais severa, com desemprego e falta de renda, além do risco de contrair o novo coronavírus.

Jovens, negros e negras e mulheres são os grupos que mais sofrem com as consequências econômicas e sociais da pandemia do novo coronavírus, que já matou quase 400 mil pessoas no Brasil. E as trabalhadoras domésticas estão entre o segmento que mais padece. Muitas perderam o emprego ou as faxinas feitas informalmente desde que começaram as medidas de isolamento social.

Além disso, poucos patrões continuaram pagando para as trabalhadoras ficarem em casa e se protegerem do vírus. Outros patrões mantiveram suas trabalhadoras pegando conduções e se arriscando como se não houvesse pandemia. E teve até quem mantivesse a trabalhadora em uma espécie de cárcere privado para não contaminar a família, liberando a trabalhadora para voltar para casa a cada 15 dias ou mais. Não há, portanto, o que comemorar, só luta neste dia delas.

De acordo como Luiza Batista, presidenta da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), o agravamento da pandemia da Covid-19 reforça o conceito de que a doméstica é uma categoria que a sociedade insiste em não reconhecer o valor.

“Somos a terceira categoria mais afetada pela crise – cerca de 1,5 milhão de trabalhadoras que ficaram desempregadas depois da pandemia”, diz a dirigente.

Em entrevista ao Universa, Luiza conta como a Fenatrad luta para proteger as trabalhadoras, em especial, nos tempos de pandemia.

“Fizemos campanha para que os empregadores deixassem as trabalhadoras domésticas em casa pagando salário, apesar da pouca adesão. Para tentar amenizar os impactos, também estamos fazendo arrecadação de cestas básicas e distribuindo entre os sindicatos filiados. No ano passado distribuímos 4,5 mil cestas para trabalhadoras domésticas desempregadas”, ela conta.

Roberto ParizottiRoberto Parizotti
Condições precárias: trabalhadora doméstica arrisca a própria vida se debruçando na janela para fazer seu trabalho
(Imagem feita na tarde desta terça-feira, 27 de abril, dia da Trabalhadora Doméstica)

 

Veja a integra da entrevista no Portal da Fenatrad

1° de maio - um dia de luta também para as trabalhadoras domésticas

Nesta terça-feira (27), durante a Semana dos Trabalhadores - série de atividades realizadas pela CUT - a live “Desafios e conquistas das Trabalhadoras Domésticas”, debaterá a realidade dessas trabalhadoras, ouvindo especialistas que apontarão estratégias de luta para defender a categoria.

Participam além de Luiz Batista, a deputada Federal Benedita da Silva (PT-RJ), Eleonora Menicucci, ex-minsitra da Secretaria da Mulher e Louisa Acciari, pesqusiadora e assessora da Fentrad.

O debate será mediado por Cleide Pinto, presidenta do Sindoméstica-NI e Quitéria da Silva, diretoria do Conselho Nacional das Trabalhadoras Domésticas (CNTD).

A transmissão será feita a partir das 19h pelas redes sociais da CUT (Facebook e Youtube) e da Fenatrad.

 

Com informações da Fenatrad
Texto: André Accarini
Edição: Marize Muniz