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Ibaneis Rocha (MDB) descumpre promessa de campanha e anuncia venda da CEB

Governador, que prometeu manter a CEB pública e sob controle do DF, anunciou que a CEB Distribuição, subsidiária da Companhia, será privatizada e que a meta é vender 51% das ações da empresa

Publicado: 14 Maio, 2019 - 14h13

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), recebeu dirigentes sindicais do Sindicato dos Urbanitários (STIU-DF) durante a campanha eleitoral para tratar da situação da Companhia Energética de Brasilia (CEB). Na ocasião, os sindicalistas entregaram ao então candidato carta aberta com uma série de reivindicações da categoria que deveriam ser incorporadas ao programa de governo, dentre elas o compromisso de manter a CEB pública e sob controle do DF. Ibaneis reconheceu a importância da estatal para a cidade e firmou acordo de preservar a empresa pública.

No entanto, após assumir o governo Ibaneis Rocha vem descumprindo diversas promessas e mais de uma vez manifestou interesse em privatizar as estatais sob controle do Governo do Ddistrito Federal (GDF). Nesta segunda-feira  (13), de acordo com publicação do site Metrópoles, o governador anunciou que a CEB Distribuição, subsidiária da Companhia Energética de Brasília, será privatizada e que a meta é vender 51% das ações da empresa. Dessa forma, o Governo do Distrito Federal (GDF) passaria a ser acionista minoritário.

Para o STIU-DF, o anúncio demonstra a incapacidade do governador de lidar com eventuais problemas e desgastes e de forma pueril busca uma alternativa instantânea, sem levar em consideração os efeitos da medida a longo prazo. Vale destacar, que após a privatização da Celg, atual Enel Goiás, a população foi surpreendida com reajustes que já ultrapassam os 30%.

A entidade sindical lembra que em 2015, o então governador Rodrigo Rollemberg ousou apresentar um projeto de lei para viabilizar a venda das estatais do DF. Com forte mobilização das categorias nas ruas e na CLDF, Rollemberg teve que recuar. Agora, a luta não será diferente.

A privatização no setor elétrico traz consequências prejudiciais para todos os setores da sociedade. São os comerciantes e a população quem vão pagar a conta do desmonte do patrimônio público.

Fonte: Roberta Quintino- Ascom STIUDF