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Há 10 anos Lula dizia que desmatamento prejudicaria negócios e imagem do Brasil

Em vídeo de novembro de 2009, o ex-presidente Lula já avisava aos empresários e políticos de que se continuasse o desmatamento no país, o mundo deixaria de comprar carne e soja do Brasil

Publicado: 22 Agosto, 2019 - 15h49 | Última modificação: 22 Agosto, 2019 - 15h58

Escrito por: Redação CUT

Ricardo Stuckert
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O ex-presidente Lula já alertava sobre o desmatamento da Amazônia há 10 anos. No dia 12 de novembro de 2009, durante cerimônia da divulgação do balanço do programa “Mutirão Arco Verde”, Lula disse a uma platéia de políticos e empresários: “Do jeito que o mundo vai, daqui a pouco eles vão dizer: “Olha, não vamos comprar soja do Brasil porque lá tem desmatamento. Não vamos comprar carne do Brasil, porque lá estão ocupando a Amazônia”.

O contraste com o atual governo de Jair Bolsonaro (PSL) também pode ser analisado em números. O desmatamento na região amazônica teve redução significativa, de 27.700 km² em 2004 para 7.500 km², em 2018 ( menos 72%), período que compreende os dois mandatos do ex-presidente Lula e o primeiro mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Já nos primeiros meses de governo de Bolsonaro houve alta de 278% nos cortes de árvores em julho deste ano e as queimadas aumentaram 70%.

Em razão do desrespeito ao meio ambiente do atual governo em descumprir acordos de preservação ambiental, a retaliação internacional já dá seus primeiros sinais. Na semana passada, Noruega e Alemanha anunciaram o bloqueio de suas contribuições (mais de 133 milhões de reais) destinadas ao Fundo Amazônia.

Veja o vídeo divulgado pelo Instituto Lula, em que o ex-presidente fala da importância da preservação do meio ambiente em relação ao agronegócio.