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Greve Geral: Sindicato tenta reverter o desconto em mesa com Banco da Amazônia

O Sindicatos dos Bancários do Pará, a Contraf e a Fetec Centro NO discutiram também instauração da Comissão de Segurança, solução para o pagamento das PLR’s 2016 e 2017 e outros temas de interesse da categoria

Publicado: 28 Junho, 2019 - 15h14

Escrito por: Bancários do Pará

Bancários Pará
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O Sindicato dos Bancários do Pará, Contraf-CUT e Fetec-CUT Centro Norte voltaram a reunir em mesa de negociação com o Banco da Amazônia na tarde dessa quinta-feira (27). Dentre os diversos pontos de pauta debatidos, uma das principais discussões foi sobre a reversão do desconto do dia parado pelos empregados da instituição durante a greve geral realizada no último dia 14 de junho.

Os dirigentes sindicais destacaram que o movimento paredista foi convocado por todas as centrais sindicais contra a reforma da previdência do governo Bolsonaro e que o Sindicato dos Bancários cumpriu todos os ritos exigidos pela lei de greve para comunicar ao banco e à sociedade sobre a paralisação naquela data.

Para a representação dos trabalhadores o que causou estranhamento foi o fato de o Banco da Amazônia ter sido a única instituição financeira, em todo o país, a ter efetuado o desconto já na folha do mês de junho.

“Essa metodologia adotada pelo Banco da Amazônia nos causou surpresa, porque em outras paralisações gerais o banco não realizava o desconto em folha e nos abria a possibilidade de um canal de diálogo sobre a questão. Nesse sentido, reiteramos em mesa o que pedimos através do ofício, que é o abono integral do dia parado nessa greve geral, mas acima de tudo gostaríamos de uma mesa de negociação específica para debater o assunto com o banco, tendo em vista que a luta contra a reforma da previdência é justa e atinge toda a sociedade, inclusive em todas as escalas hierárquicas do banco”, destacou a presidenta em exercício do Sindicato dos Bancários, Tatiana Oliveira.

“Infelizmente essa postura adotada pelo Banco da Amazônia reflete a conjuntura e a forma de gestão dos órgãos da administração pública na esfera federal, que é de dureza contra as reivindicações dos trabalhadores. Esse desconto imediato nos pareceu um sinal de retaliação ao nosso movimento de lutar pelo direito à aposentadoria, à previdência pública e a um sistema de seguridade social solidário e uma tentativa de amedontrar a categoria e as entidades sindicais. Por isso registramos nossa indignação contra essa atitude e reiteramos nosso pedido de reverter o desconto na folha dos empregados que aderiram ao movimento”, ressaltou o dirigente da Fetec-CUT/CN e empregado do Banco da Amazônia, Sérgio Trindade.

Os negociadores do banco argumentaram que a postura do banco se manteve a mesma e que o desconto em folha no mesmo mês do ato de paralisação não ocorria anteriormente por questões operacionais da instituição. Eles também externaram que, no momento, a posição da diretoria do banco e de sua área jurídica é de não reconhecer a greve e, por isso considerar a falta. Nesse sentido o banco orientou aos empregados que possuem folga e/ou abono a requisitar o uso desse direito para não ter o dia descontado.

Por outro lado, a comissão de negociação do Banco da Amazônia assumiu o compromisso de levar o pleito das entidades sindicais à direção do banco. Caso exista acordo, o banco fará convocação de mesa específica para tratar o assunto. E se o banco aceitar abonar o dia de greve, o direito de folga e/ou abono utilizado para o não desconto retornará aos empregados que requisitarem.

Comissão de segurança

Outra cobrança feita pelas entidades sindicais na reunião foi pela instauração da Comissão de Segurança, que está prevista no Acordo Coletivo vigente, mas ainda não foi colocada em prática.

“Já fizemos uma reunião com o banco para tratar sobre a Comissão. Essa demanda é urgente para nós devido a realidade da insegurança bancária que predomina no Pará e queremos discutir ações e apresentar sugestões ao banco para essa área”, afirma o diretor do Sindicato e empregado do Banco da Amazônia, Ronaldo Fernandes.

O banco informou que vai formalizar a Gerência de Segurança Corporativa (GESEC) para agendar reunião específica com as entidades para instaurar definitivamente a comissão, traçar plano de ação em conjunto com a representação dos trabalhadores e definir calendário de reuniões.

PLR e ACP’s

As entidades sindicais reiteraram pedido para reunir com o Banco da Amazônia em busca de solução para o pagamento das PLR’s 2016 e 2017, que tramitam no Tribunal Superior do Trabalho, e também para liquidação das Ações Civis Públicas que já transitaram em julgado em favor dos trabalhadores. O Banco afirmou ter disposição para esse diálogo sobre a PLR e que as ACP’s precisam ser discutidas caso a caso.

Sobreaviso

O Sindicato apresentou denúncia sobre recorrência de funcionários da GEPROD nas escalas de sobreaviso e que a esses empregados não está sendo garantido o direito ao uso de folgas, o que está prejudicando a saúde de muitos deles. O Banco informou que recebeu a denúncia com surpresa, tendo em vista que o sistema de sobreaviso não está autorizado devido a ajustes regulamentares que estão em fase de finalização. O Banco alega que o que ocorre nessas áreas é o trabalho em dia não útil, onde esses trabalhadores adquirem folgas, as quais podem ser gozadas ou convertidas.

“Reivindicamos que o Banco da Amazônia fizesse a verificação das escalas para trabalho em dia não útil em todos os setores da Tecnologia de Informação e seus respectivos sistemas de rodízio, no sentido de evitar sobrecargas de trabalhos aos finais de semana, melhorar o revezamento e prevenir a saúde de seus empregados, bem como a verificação da existência da prática de sobreaviso”, destacou a diretora do Sindicato e empregada do Banco da Amazônia, Suzana Gaia.”

Substituição de analistas

As entidades sindicais reivindicaram esclarecimentos, por escrito, sobre o normativo interno relativo à substituição de Analistas e sobre possíveis alterações de procedimentos que estivessem causando retrocessos para os empregados, como acumulo de funções que caracterizam lateralidade.

Processo seletivo

As entidades sindicais cobraram um prazo para o banco colocar em prática as alterações nas avaliações de desempenho, como critério para os processos seletivos internos. O banco informou que trabalha com a meta dessas mudanças serem praticadas a partir do 1º semestre de 2020.

Reembolso do plano de saúde

Sindicato pediu esclarecimentos sobre essa demanda, mas ficou acordado que o tema será retomado em mesa específica.

Congresso do Banco da Amazônia

Entidades reiteram pedido de informação sobre o quantitativo de empregados do Banco da Amazônia, por Estados, para poderem publicar circular de convocação do Congresso dos Empregados do Banco da Amazônia, como forma de orientar a eleição de delegados em cada base estadual. O banco informou que disponibilizará a informação na sexta. O Congresso do Banco da Amazônia será realizado nos próximos dias 5 e 6 de julho, na sede do Sindicato dos Bancários do Pará, em Belém.

Representaram os trabalhadores nessa reunião a presidenta em exercício do Sindicato dos Bancários do Pará Tatiana Oliveria, que na ocasião representou a Contraf-CUT; o diretor da Fetec-CUT Centro Norte Sérgio Trindade; os dirigentes do sindicato Ronaldo Fernandes e Suzana Gaia e o assessor jurídico do sindicato Fernando Galiza.