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Greve geral para o Chile em protesto contra política econômica que gera miséria

A greve geral dos chilenos contra as políticas de arrocho do governo de Sebastián Piñera reuniu mais de 70 organizações sindicais e sociais do país

Publicado: 31 Outubro, 2019 - 10h33 | Última modificação: 31 Outubro, 2019 - 11h29

Escrito por: Redação CUT

Reprodução/Twitter
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Depois de duas semanas de protestos contra a política neoliberal de arrocho salarial e previdenciário de Sebastián Piñera, milhares de trabalhadores e trabalhadoras marcharam nesta quarta-feira (30) em direção ao Palácio de La Moneda, sede do governo, em Santiago (capital) e em outras cidades do Chile.

A greve geral que parou o país foi convocada por sindicatos e entidades estudantis e contou com o apoio da plataforma da Unidade Social, que reúne mais de 70 organizações sindicais e sociais, incluindo a Central Unitária de Trabalhadores (CUT), a Associação Nacional de Empregados Fiscais, o Colégio de Professores, e sindicatos de diferentes setores.

Os manifestantes exigem de Piñera um aumento substancial do salário mínimo para todos os trabalhadores e pensões, reconhecimento da plena liberdade de associação, respeito pelo direito à greve e garantia de serviços básicos, além de tarifas justas de transporte público.

Os grevistas também exigem a criação de uma nova Constituição da República por meio de uma Assembléia Constituinte, para substituir a atual Carta Magna, que é da época da ditadura de Augusto Pinochet.

Apesar do recuo do presidente, que cancelou o aumento das tarifas do Metrô, decisão que desencadeou a onda se protestos e anunciou algumas medidas paliativas para melhorar a vida do povo,  e das fortes ações repressivas das forças de segurança, a luta se amplia.

Os manifestantes exigem transformações econômicas, sociais e políticas e reiteram que seguirão realizando ações nas ruas.

Entenda os protestos no Chile

1 - Os protestos no Chile tiveram início quando o presidente Sebastián Piñera anunciou um aumento de 3,75% nas tarifas do Metrô, que subiram 30 pesos, o equivalente a R$ 0,17;

2 - A violência aumentou a partir de sexta-feira (18), após a repressão violenta da polícia as manifestações até então pacíficas. Até agora, segundo as autoridades locais mais de 20 pessoas morreram nos protestos e mais de 2 mil foram presas;

3 - No sábado (19), o economista e empresário Piñera recuou e cancelou o reajuste nas tarifas de Metrô.

4 - Também no sábado, Piñera decretou estado de emergência por 15 dias. Pela primeira vez depois da ditadura militar, que entre1973 e 1990 foi responsável pela morte e tortura de milhares de chilenos, o Exército voltou às ruas do país;

5 - Os protestos continuaram com milhares de pessoas nas ruas, apesar do decreto e da forte repressão militar.

6 - O aumento da tarifa do Metrô foi o estopim que faltava para a explosão de descontentamento que amarga um sistema de capitalização da previdência que paga menos de um salário mínimo local depois de dezenas de anos de contribuição aos fundos que administram suas aposentadorias.

7 - O povo também protesta contra a privatização de serviços essenciais e básicos, como a água e luz que contribuiu tanto para o aumento de tarifas que muitos não conseguem pagar as contas.

Com informações da Telesur.