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Governo anuncia que vagas foram preenchidas, mas falta médico na periferia de SP

Pelo menos 667 municípios brasileiros seguem sem médicos há quase três meses, desde que o governo cubano decidiu encerrar a parceria com o Brasil

Publicado: 15 Fevereiro, 2019 - 17h07 | Última modificação: 15 Fevereiro, 2019 - 17h18

Escrito por: Redação CUT

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Dois dias depois do governo de Jair Bolsonaro (PSL) anunciar que todas as vagas do “Programa Mais Médicos” foram preenchidas por médicos brasileiros, algumas cidades ainda sofrem com a falta dos profissionais.

Pelo menos 667 municípios brasileiros seguem sem médicos há quase três meses, desde que o governo cubano decidiu, em novembro do ano passado, encerrar a cooperação com o Brasil depois das críticas ao programa, feitas por Bolsonaro antes mesmo de ocupar o cargo.

Este é o caso do município de Mauá, na região do ABC paulista. De acordo com reportagem do Seu Jornal, da TVT, havia 33 médicos cubanos atuando na cidade enquanto o convênio estava firmado, mas, desde a saída, a reposição está sendo difícil. A cidade tem nove médicos a menos no quadro.

Bolsonaro falou em reposição com médicos brasileiros formados no exterior. No entanto, ao repórter Jô Myiagui, o conselheiro de saúde José Hora aponta certo temor com a alternativa uma vez que, segundo ele, muitos médicos não querem trabalhar na periferia.

"Já veio médico aqui e desistiu de trabalhar na unidade. Por isso, a gente está mostrando essa falta de profissionais."

Com o quadro ainda reduzido, o aposentado Dercídio José de Freitas, cadeirante há mais de 10 anos, se queixa que desde a saída dos cubanos não tem recebido mais atendimento domiciliar que integra o programa Médico da Família. "Está bem difícil, agora as enfermeiras vieram porque o vizinho foi até lá e reclamou", lamenta.

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