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Governadores do Nordeste negociam 50 milhões de doses da vacina russa

Especialistas alertam que há risco de a vacinação contra a Covid-19 ser interrompida em pouco tempo, por falta total de insumos essenciais para a sua produção

Publicado: 19 Janeiro, 2021 - 15h21 | Última modificação: 19 Janeiro, 2021 - 15h23

Escrito por: Redação CUT

Roberta Aline
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Governadores do Nordeste articulam a aquisição de doses emergenciais da vacina russa Sputnik V, para os estados da região em meio a lentidão do governo federal e do Ministério da Saúde em adquirir doses do imunizante suficientes para atender a população, nesta primeira fase.

Em encontro com representantes da Embaixada da Rússia no Brasil e da Farmacêutica União Química, o Consórcio Nordeste negociou a compra de 50 milhões de doses da vacina do país.  

As doses dos imunizantes serão administradas nos nove estados que integram a região, de acordo com a informação do presidente do consórcio, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

Mesmo com a escassez de vacina no Brasil, devido a trágica falta de planejamento do Ministério da Saúde, sob o comando de Eduardo Pazuello, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitou o pedido de autorização emergencial da vacina Sputnik V no último sábado (16).

Segundo a Anvisa, o motivo é que os documentos não apresentaram "requisitos mínimos para submissão e análise". O pedido para uso emergencial de 10 milhões de doses da vacina russa foi protocolado pela farmacêutica União Química.

No entanto, o Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), responsável pela vacina Sputnik V, afirmou que a Anvisa solicitou apenas informações sobre o imunizante, que serão fornecidas em breve, e não negou a autorização de uso de emergência da vacina.

As solicitações feitas pelo órgão é um procedimento padrão e não significam que uma oferta de registro foi rejeitada.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) no último sábado (16) para conseguir liberação para o uso emergencial da Sputnik V.

No domingo (17), a Ansiva autorizou o uso emergencial das vacinas CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, e AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford , no Reino Unido, com a Fiocruz.

Falta vacina no Brasil

Mesmo que já tenha começado a vacinação em vários estados, o Brasil segue capenga no plano de imunização com falta de vacinas, de seringas, de agulhas e insumos. É que o governo Bolsonaro e o ministro da pasta Pazuello não se preparam, em quase 11 meses de pandemia,  para adquirir as doses das vacinas contra a Covid-19.

O plano de imunização mal começou no Brasil e corre risco de parar por falta de insumos e vacinas. O país adquiriu apenas seis milhões de doses da Coronavac, importadas da China. Outros dois milhões de doses do imunizante de Oxford, produzidas na Índia, já deveriam ter chegado. Porém, depois de dois adiamentos, o governo desistiu de fixar nova data para receber o produto.

O volume disponível não é suficiente nem mesmo para vacinar os profissionais de saúde, que somam cinco milhões de pessoas no Brasil.

De acordo com especialistas, há risco real de a vacinação contra a Covid-19 ser interrompida em pouco tempo, por falta total de vacinas.

Já a vacina de Oxford/AstraZrneca, que será produzida pela Fiocruz, nem começou a sua fabricação. A instituição ainda não recebeu nenhuma remessa do IFA para a vacina de Oxford/AstraZeneca. O produto também vem da China.

Em nota, a instituição informou que a chegada dos insumos em janeiro ainda está dentro do calendário contratual.