Globalização: Prosegur adota práticas...
Empresa de segurança ainda quer contrato nas Olimpíadas do Rio. Denúncia da Uni Global
Publicado: 02 Dezembro, 2013 - 13h26
Escrito por: Viviane Claudino, Rede Brasil Atual
São Paulo – Instalação de microfones e câmeras para espionagem do trabalho, demissões de trabalhadores com direito a estabilidade, ligação para familiares de funcionários em greve, oferta de benefícios econômicos para empregados que se desfiliassem dos sindicatos e contratos temporários utilizados como ferramentas para evitar a organização sindical estão entre as práticas feitas pela Prosegur, multinacional espanhola especializada em serviços de segurança e transporte de valores.
Acusada de violação de direitos humanos e trabalhistas no Brasil, Peru, Paraguai e Colômbia, a empresa foi denunciada na última terça-feira (26) pela Uni Global Union – federação sindical internacional que representa aproximadamente 20 milhões de trabalhadores – ao Ministério da Economia e Competitividade da Espanha.
A entidade afirma que a Prosegur não cumpre as diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com normas mínimas para uma conduta empresarial responsável, para multinacionais na América Latina. A Espanha abriga a sede da empresa e é um país-membro da OCDE, tendo estabelecido um Ponto de Contato Nacional (PCN) com a responsabilidade de promover as diretrizes por parte de empresas multinacionais espanholas no exterior.
As denúncias constam do dossiê Violações de Direitos Humanos na Cadeia Produtiva: Um Estudo de Prosegur na América do Sul, elaborado pela Uni Global Union. “A UNI vai combater em distintos fóruns internacionais o duplo discurso da Prosegur. A empresa se diz socialmente responsável, no entanto, nós temos uma série de documentos que provam que isto não é assim, já que uma empresa socialmente responsável estaria disposta a dialogar com representantes dos trabalhadores e mudar as más condutas relacionadas a direitos trabalhistas e sociais”, afirma a secretária regional da UNI Américas, Adriana Rosenzvaig.
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