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Gilmar Mendes diz que Lava Jato corrompeu a democracia e assaltou o poder

O ministro disse que operação atuou na prisão do Lula, influenciou processo eleitoral, elegeu Bolsonaro e passou a integrar o governo

Publicado: 16 Fevereiro, 2021 - 13h33 | Última modificação: 16 Fevereiro, 2021 - 13h35

Escrito por: Brasil 247

Brasil 247
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, confirmou, em entrevista à BBC, a tese que vem sendo defendida há anos pelo Brasil 247. A Operação Lava Jato corrompeu a democracia e assaltou o poder, ao perseguir o Partido dos Trabalhadores (PT) para garantir a ascensão da extrema-direita no Brasil.

"Primeiro a Lava Jato atua na prisão do Lula. Prestes à eleição, a Lava Jato divulga o chamado depoimento ou delação do Palocci, tentando influenciar o processo eleitoral. Depois, o Moro vai para o governo Bolsonaro, portanto eles não só apoiaram como depois passam a integrar o governo Bolsonaro", disse o ministro.

Gilmar disse ainda que, em razão de seus abusos, a Lava Jato "cometeu suicídio". Em outro trecho, ele falou sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

"Há muita discussão sobre uma atividade de promotor do juiz Moro. Mas o que se vê claramente é uma cooperação bastante grande entre o juiz Sergio Moro e o promotor. Moro, por exemplo, pedindo para ter conhecimento antecipado sobre a denúncia, ou Moro dizendo que uma determinada testemunha deve depor desta ou daquela forma. Ou que eventual apelação à decisão dele deveria ser submetido a ele. Portanto, tudo o que de fato não condiz com a relação entre promotor e juiz", afirmou.

Em outro trecho da entrevista, Gilmar falou que tudo isso terá impacto no caso do Tríplex do Guarujá está no Supremo. O ministro também falou dos impactos da operação Lava Jato que vão ter efeito para o ex-presidente Lula.

"Qualquer outro debate ou discussão terá que ser feito em processo próprio. Há muitas discussões sobre esse assunto. Hoje, por exemplo, se fala numa cooperação internacional informal que havia entre os membros da Lava Jato e determinados integrante de instituições na Suíça e nos Estados Unidos, sem o devido processo legal. Saber se, nos casos em que houve condenação, se houve essa cooperação, pode ser relevante para esses casos também", afirmou.