• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

Futuro da indústria brasileira é tema de seminário em São Paulo

Encontro de sindicalistas no Macrossetor Indústria da CUT, que reúne representantes das diferentes categorias do setor, debaterão emprego, desenvolvimento e a convivência com a tecnologia

Publicado: 13 Junho, 2018 - 11h11 | Última modificação: 13 Junho, 2018 - 12h59

Escrito por: André Accarini

Adonis Guerra
notice

Representantes dos trabalhadores e trabalhadoras da indústria debatem em São Paulo, nestas quarta (13) e quinta-feira (14), saídas para a economia brasileira, considerando os impactos do golpe na economia e nos direitos da classe trabalhadora.

Esse é o principal objetivo do Seminário “Desafios da Indústria no Brasil e os Trabalhadores e Trabalhadoras”, organizado pelo macrossetor Indústria da CUT e pelo Instituto Trabalho e Desenvolvimento, que vai também elaborar propostas para a política industrial brasileira.

Para a coordenadora do macrossetor Indústria da CUT e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo do Vestuário (CNTV), Cida Trajano, o cenário é de caos e os representantes dos trabalhadores precisam debater e apontar caminhos para a geração de emprego, renda e desenvolvimento com justiça e inclusão social.

“A economia brasileira está um caos, com índices recordes de desemprego e mais geração de emprego precário do que com carteira assinada. A falta de responsabilidade dos que estão no poder com os trabalhadores e trabalhadoras e com o Brasil é enorme e precisamos reagir”, afirma Cida.

O seminário, segundo a dirigente, é justamente para construir e apontar caminhos que possibilitem a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico sustentável com proteção social.

A participação de empresários e representantes de administrações públicas, como é o caso do prefeito de Hortolândia, Ângelo Perugini (PT), que falará sobre experiências locais durante o encontro, é, portanto, fundamental, na avaliação da dirigente.

Nos dois dias de debate, o seminário deve elaborar um documento unificado entre as categorias de trabalhadores no setor, com alternativas aos rumos da indústria no Brasil.

Segundo Cida Trajano, mais de 120 sindicalistas já confirmaram a participação nos debates, que conforme ela explica, será qualificado, dirigido. Dentre os temas já definidos, o “Cenário Internacional e Tecnológico”, debate que girará em torno dos impactos na organização da produção e para os trabalhadores e a inserção do Brasil. Outro tema é sobre os impactos dos produtos chineses no Brasil – como se refletem sobre a indústria, os empregos e salários no Brasil.

Indústria 4.0 - Máquinas que criam máquinas

Grande preocupação para os representantes dos trabalhadores a chamada 4ª Revolução Industrial, alia processos inteligentes, automação e máquinas que se comunicam entre si, o que provoca uma grande transformação no processo produtivo. A automação desse processo é um grande risco ao emprego.

Para o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira da Silva, “essa revolução afetará os empregos de futuro e os trabalhadores precisam estar no debate para evitar o impacto nos empregos e o aumento da mi¬séria.

Ele afirma que é necessário discutir a qualificação profissional necessária e a recolocação nos postos de trabalho que surgirão. O tema também será pauta do encontro do macrossetor Indústria da CUT.

Eleições 2018

O pleito deste ano será parte importante das discussões. Cida Trajano explica que “haverá espaço para a defesa da democracia no Seminário porque a realidade no Brasil é de uma indústria sucateada, sofrendo os impactos da abertura neoliberal”. Para a coordenadora do macrossetor, “a defender a democracia é defender um governo que invista na indústria de forma responsável, com atenção voltada ao desenvolvimento não só econômico, mas social.

Ela exemplifica com as pequenas indústrias, que são grandes geradoras de emprego e estão sendo sacrificadas pelas grandes corporações. “Elas não tem a menor atenção do sistema financeiro para que possam ter crédito, fazer investimentos, produzir e gerar empregos e desenvolvimento. Acabam sendo penalizadas e o trabalhador, na ponta, é uma das principais vítimas”, critica Cida.

O macrossetor Indústria da CUT é composto pelas entidades:

CNTRV – Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo do Vestuário;

CNQ – Confederação Nacional dos Químicos;

CNM – Confederação Nacional dos Metalúrgicos;

CONTAC – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação;

CONTICOM – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e Madeira

SINERGIA - CUT-SP

carregando
carregando