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Funcionários do BNDES participam de ato contra proposta sobre FAT

O ato também contou com a presença de quatro ex-presidentes do banco

Publicado: 19 Junho, 2019 - 17h48

Escrito por: Redação CUT

Reprodução Senado
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Os funcionários do Banco do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizaram um ato nesta quarta-feira (19) para criticar medida prevista no relatório da reforma da Previdência, apresentado pelo deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP) na comissão especial da Câmara, que prevê que a parcela de 40% das receitas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) deixe de ser repassada ao BNDES e passe a ser destinada à Previdência Social.

O ato lotou o auditório com capacidade para 400 pessoas e contou com a presença de quatro ex-presidentes do banco. O encontro foi organizado pela Associação dos Funcionários do BNDES (AFBNDES) e reuniu os ex-presidentes do banco: Dyogo Oliveira, Paulo Rabello de Castro, Luciano Coutinho e José Pio Borges. Os executivos defenderam que o FAT é uma fonte estável de recursos que permitiu que o banco tomasse outra dimensão e apoiasse projetos de longo prazo.

A associação de funcionários do banco defendeu que a mudança proposta pelo relator vai retirar R$ 20 bilhões por ano do caixa do BNDES, o que inviabilizaria R$ 410 bilhões em investimentos nos próximos 10 anos. A consequência disso, segundo as contas da associação, poderia ser deixar de criar 8 milhões de empregos.

Luciano Coutinho criticou a inclusão dessa medida no substitutivo do relator. "É algo cuja irracionalidade é evidente. Eu acredito que isso foi um acerto contábil, matemático, aritmético, de última hora e que precisamos demonstrar que não é consistente e buscar junto ao Congresso Nacional uma alternativa", disse.

Dyogo Oliveira argumentou que a medida vai na contramão da intenção de reduzir as despesas correntes do governo para abrir espaço para investimentos, já que o dinheiro será retirado do banco de fomento para ajudar no equilíbrio da Previdência Social. "É o oposto do que se pretende", disse o Oliveira.

Paulo Rabello de Castro também criticou a proposta e disse que representantes dos funcionários precisam procurar o Congresso Nacional para mostrar o impacto da proposta nos investimentos do país. "Não adianta fazermos essa reunião se não fizermos um corpo a corpo em Brasília."

 

Com informações da Agência Brasil.