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Frente convoca parlamentares ao debate sobre impactos do Acordo Mercosul e UE

O manifesto da Frente Brasileira contra o Acordo União Europeia-Mercosul enfatiza que “em um momento em que a crise e a recessão já estão instaladas no Mercosul, e ainda diante dos desafios da pandemia

Publicado: 17 Dezembro, 2020 - 17h13

Escrito por: Redação CUT

Reprodução
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Denise Motta Dau, secretária sub-regional no Brasil da ISP – Internacional de Serviços Públicos, entidade signatária, explica que a abertura do setor industrial aos países do bloco europeu, previsto no acordo, aumentará a importação de produtos similares aos já produzidos no Brasil. “Isso vai gerar mais desemprego, perda de direitos e renda dos trabalhadores. No setor de serviços, haverá um estímulo ainda maior às privatizações, transformando direitos, como o acesso aos serviços de abastecimento de água, saneamento, saúde e educação, em meras mercadorias”, ressalta Motta.


O manifesto destaca também que o acordo incentiva a expansão do modelo biotecnológico agrícola baseado no uso extensivo de agrotóxicos, que bateu recordes em aprovação de novas licenças no Brasil nos últimos anos. Também traz reflexos nas políticas fundamentais para a agricultura familiar e camponesa como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com profundo impacto para as mulheres, já que a maioria das fornecedoras desses programas são agricultoras.

Ao final, o documento relata que “os resultados esperados deste acordo são tão pouco promissores que, na Europa, há um crescente questionamento por parte de governos, parlamentares e sociedade civil organizada sobre sua aprovação. Nos países do Mercosul, porém, o apoio dos governos ao acordo parece tácito e mostra a falta de busca de alternativas reais de integração. No Brasil, em particular, o governo de Jair Bolsonaro tenta fechar o acordo para obter uma vitória no campo da política externa e reacomodar os interesses de setores empresariais pouco comprometidos com o país”.


O manifesto na íntegra e as entidades signatárias podem ser acessadas neste link:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc-z86TdGc301lS47wIe1E5Yi0KJOKeuFC0nF0-fceWt48xag/viewform

Sobre a ISP

A Internacional de Serviços Públicos (ISP) é uma Federação Sindical Global que existe desde 1907 e reúne mais de 700 entidades que representam 30 milhões de trabalhadoras e trabalhadores em 154 países. Sua missão é defender os direitos sindicais e trabalhistas e lutar pelo acesso universal aos serviços públicos de qualidade. Para isso, a ISP atua também junto a organismos internacionais como a ONU, a OIT e a OMS.