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Fortalecimento de mídias próprias deve...

Para Adriana Magalhães, secretária de Imprensa da CUT/SP, é fundamental articular a ação em rede

Publicado: 06 Fevereiro, 2013 - 10h57

Escrito por: Flaviana Serafim - CUT/SP

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Adriana Magalhães: é hora de investir na comunicação sindicalAdriana Magalhães: é hora de investir na comunicação sindicalLiberdade, igualdade e participação política são princípios imprescindíveis a um regime democrático, segundo o cientista político italiano Giovani Sartori. Mas será esta uma realidade de nosso país, especialmente quando avaliamos nossos meios de comunicação?

Esse foi um dos questionamentos levantados durante a mesa “A importância das Redes e a Comunicação Cutista”, que encerrou o primeiro dia do Seminário de Planejamento da Escola Sindical São Paulo, na quinta (31), em evento na Cooperinca (Cooperativa de Trabalhadores/as do Instituto Cajamar). O debate teve a participação de Adriana Magalhães, secretária de Imprensa da CUT/SP, e Alex Capuano, assessor da Secretaria de Comunicação da CUT Nacional.

A discussão foi aberta após a exibição do vídeo Levante sua voz, produzido pelo Intervozes, organização voltada à efetivação do direito humano à comunicação no Brasil. Depois, os participantes fizeram uma reflexão sobre a enorme concentração da mídia no País e suas consequências na formação dos cidadãos e cidadãs – 41 grupos de abrangência nacional têm sob seu controle nada menos que 551 veículos, segundo informações do estudo Donos da Mídia. Outro aspecto é o “coronelismo midiático”, pois o ranking da concentração dos meios de comunicação revela a ligação destas mídias com partidos políticos – PSDB e DEM à frente.

Nesse contexto, a internet e suas possibilidades de interação se destacam como instrumento para a disputa pela hegemonia. “A internet tem seu uso comercial, mas também o uso pelos trabalhadores e trabalhadoras, pela sociedade e com participação democrática”, ressaltou Alex. Ele destaca que, ao contrário da TV, do rádio e do jornal, a internet permite aos cidadãos/as uma participação ativa nos processos de comunicação. “Temos que usar esse poder das redes sociais para ir às ruas”, aconselha.

Para Adriana Magalhães, 'a primeira estratégia é fazer esse enfrentamento contra a concentração da mídia'. Adriana falou sobre a importância – e a urgência – do marco regulatório das comunicações que, entre outras propostas, prevê o fim da concentração midiática e ampliação dos espaços de representação dos movimentos sociais na mídia. A dirigente também falou sobre a relevância da rede de comunicação formada por veículos parceiros do movimento sindical – Rede Brasil Atual (revista, jornal, rádio e portal), TVT – TV dos Trabalhadores e o jornal ABCD Maior.

Juntos, eles alcançam milhares de trabalhadores/as mensalmente e, diante do modo distorcido com o qual os veículos “tradicionais” expõem os movimentos sindical e sociais, Adriana ressaltou a necessidade de fortalecer cada vez mais as mídias alternativas como caminho fundamental na disputa da hegemonia.

O processo de ampliação das mídias sindicais tem condições de acelerar, porém, ressalta Adriana, existem entraves como a burocracia e o longo tempo de espera para se conseguir uma concessão de rádio ou TV, por exemplo. “A primeira estratégia é fazer esse enfrentamento contra a concentração da mídia”, aponta a secretária cutista.  “É um debate utópico, mas temos conseguido acertar na nossa estratégia de alavancar nossos veículos de comunicação”.

Confira o documentário "Levante sua Voz", produzido pelo Coletivo Intervozes