FAF/SP apresenta demanda de sindicatos e...
Fortalecimento das bases da agriculta familiar e unidade das ações são temas da atividade realizada em Cajamar
Publicado: 30 Janeiro, 2013 - 10h56
Escrito por: Fernanda Silva - IMPRENSA FAF/SP
Após um ano de gestão da atual direção executiva e intenso trabalho de formação e construção, a Federação da Agricultura Familiar da CUT no Estado de São Paulo (FAF-CUT/SP), tem uma demanda de fundação de cerca de 15 sindicatos em todas as regiões do estado. Neste terça-feira (29), ao secretário Geral da CUT-SP Sebastião Cardozo, a direção apresentou os municípios de base das entidades, ressaltou a importância do apoio da Central para promover o fortalecimento do projeto CUTista no estado e, discutiu a criação do Bloco Sudeste.
De acordo com o presidente da FAF-CUT/SP, Marco Antonio Augusto Pimentel, a integração feita com a Central a partir da gestão desta direção, e que tem fomentado discussões e proposições no que se refere ao credito fundiário, na temática da reforma agrária e comercialização, por exemplo, tem possibilitado inúmeras possibilidades da entidade se desenvolver politicamente.
“Com a condução da CUT, do Fórum da Reforma Agrária, temos discutido com a (AGU) [Advocacia Geral da União], o tema sobre a federalização dos hortos e o núcleo monções. Em parceria com a ADS, da CUT [Agência de Desenvolvimento Solidário] se abriu a oportunidade da agricultura familiar promover a alimentação do 1º de maio e criar caminhos que podem fazer nossos produtos gerarem renda. No nosso meio a gente percebe que tudo é uma questão de decisão , e é isso que a CUT tem demonstrado ter. Nós readquirimos o respeito dos companheiros da CUT e o comprometimento deles com a nossa luta, a luta dos trabalhadores do campo”, falou Pimentel.
O secretário Geral da CUT-SP, Sebastião Cardozo (Tião), que reafirmou a proposição da Central em fazer uma força tarefa e/ou integrar um grupo de apoio, assim como colocar à disposição as subsedes e sindicatos da CUT, para fortalecer as novas organizações da agricultura familiar, abordou o esforço da direção em reorganizar a categoria no estado.
“Nós sabemos o que significou colocar a locomotiva no trilho e sabemos que isso não é fácil, a FAF tem papel preponderante no estado e até na esfera nacional e da nossa parte vamos fazer todos os esforços para cada vez mais recuperar e se apoderar do espaço que é de direito dentro da Central”, disse Tião.
Os princípios da Federação no que se refere à fundação de sindicatos abrange a construção das bases com cursos de capacitação para que os agricultores familiares possam compreender o funcionamento das organizações. “Ela estão nascendo e precisam ser estruturadas. Por isso, a formação é fundamental durante todo esse processo, até para que as pessoas possam entender como se dá a relação com a própria Central de organização dos trabalhadores, com a CUT”, explicou Claudio Frequete, secretário de Politica e Organização Sindical da FAF-CUT/SP.
O secretário apresentou uma demanda de fundação de mais de 15 sindicatos da agricultura familiar, espalhados nos municípios de Bauru, Presidente Prudente, Fernandópolis, Ouroeste, Dracena, Presidente Bernardes, Teodoro Sampaio, Araras, Caconde, Apiaí, Buri. Além de inúmeras solicitações para discussão da constituição das organizações como em Itaporanga, Coronel Macedo, Riversul, entre outras.
Na ocasião, em que juntamente com agricultores familiares da FETRAF Minas Gerais, e do Espírito Santo as discussões discorreram acerca da criação do Bloco Sudeste, Tião disse que “a FAF foi muito mais rápida e fez o processo de integração da região”.
O objetivo do Bloco consiste em realizar um trabalho onde as ações sejam elaboradas coletivamente, seja nas ações de luta pela terra ou de comercialização. São Paulo e Minas vêem oportunidades que favorecem essa integração.
“Em outras palavras, o Bloco irá discutir um projeto político, potencializar a organização da região, fortalecer os três estados e unificar atuação na esfera nacional – sistema FETRAF”, explicou Elvio Motta, secretário Geral e de Comunicação da FAF-CUT/SP.
Na visão dos dirigentes dos estados, “o isolamento dos estados enfraquece as organizações, faz com que percam força política”, citou Juceleno Anacleto da Silva, coordenador da FETRAF-Minas.