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Escola sem Partido sofre nova derrota na Câmara

Bancada da oposição derruba, mais uma vez, a aprovação do projeto, também chamado de Lei da Mordaça porque impede que professores debatam temas políticos, religiosos e morais por um suposto viés esquerdista

Publicado: 08 Novembro, 2018 - 12h30 | Última modificação: 08 Novembro, 2018 - 12h34

Escrito por: Redação CUT

TVT/REPRODUÇÃO
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Apesar da pressão da futura base aliada do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), formada por deputados de extrema direita eleitos este ano, como Alexandre Frota (PSL-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP), mais uma vez, a oposição conseguiu impedir a aprovação do Projeto de Lei (PL) 7.180/2014, conhecido também como "Escola Sem Partido" ou “Lei da Mordaça”.

Movimentos sociais organizados, professores, estudantes, trabalhadores da educação e parlamentares progressistas conseguiram esvaziar a audiência. Com a falta de quórum, que atrasou os trabalhos em uma hora e meia, a comissão especial formada para analisar a proposta que é criticada por impor a censura dentro das salas de aulas, teve de adiar novamente a apreciação do PL .

Ao repórter Uélson Kalinovski, do Seu Jornal, da TVT, o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ), explicou que a expectativa dos parlamentares contrários à Lei da Mordaça é que a proposta seja barrada ainda pela comissão e que, caso o PL seja aprovado, há um recurso para levar a matéria ainda ao Plenário da Câmara.

"Aí eu quero ver quem são os deputados que querem ficar carimbados como quem quer criminalizar professores", afirmou Braga.

"O que eles querem é professores com medo do que vão dizer nas salas de aula, porque, quando eles têm professores com medo, eles fazem com que estudantes sejam robôs", acrescentou.

Assista à reportagem na íntegra:

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