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Embrapa em crise: “Não temos mais recursos para botar a máquina para operar”

Afirmação é do pesquisador João Carlos Costa Gomes. Segundo ele, sem investimentos, empresa pública pode abrir mão de seu papel social e virar prestadora de serviços ao agronegócio

Publicado: 20 Junho, 2022 - 13h09 | Última modificação: 20 Junho, 2022 - 13h21

Escrito por: Marcos Antonio Corbari e Ayrton Centeno, do Brasil de Fato

Gustavo Porpino/Embrapa
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A exemplo de outras empresas públicas, entre elas a Petrobras, a Embra está sob ataque. Além da redução brutal de verbas para a pesquisa operada pelo governo Bolsonaro, um projeto chamado Transforma Embrapa ameaça transformá-la em prestadora praticamente exclusiva de serviços ao agronegócio. É o maior risco que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária corre em seus 49 anos de história. O mais grave, porém, é que, para a população urbana, Embrapa é apenas uma sigla de significado obscuro. Pouco ou nada sabe de como a Embrapa está atrás de tudo que chega à mesa dos brasileiros. Da qualidade e da quantidade dos alimentos.

Nesta entrevista, o pesquisador João Carlos Costa Gomes, da Embrapa Clima Temperado, de Pelotas (RS), joga luz sobre o papel social da empresa pública, a defesa do melhoramento das culturas, da soberania alimentar e da biodiversidade. Com 46 anos de atuação na linha de frente das pesquisas, doutor em agroecologia e desenvolvimento sustentável, Costa Gomes relata que a Embrapa é dona de um patrimônio de valor incalculável, inclusive de um dos maiores bancos genéticos do mundo, e o perigo que agora enfrenta.

Confira aqui a íntegra da entrevista: