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Em visita à CUT, central sindical alemã reafirma cooperação internacional

Delegação alemã também reforçou a solidariedade da entidade ao movimento sindical brasileiro e à luta da CUT em defesa da democracia e de direitos para a classe trabalhadora.

Publicado: 13 Julho, 2018 - 18h24 | Última modificação: 13 Julho, 2018 - 18h34

Escrito por: Érica Aragão

Roberto Parizotti (Sapão)
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Nesta sexta-feira (13), dia em que a CUT participa das mobilizações nacionais contra os desmandos do Tribunal Regional Federal da 4º Região (TRF4) e do Juiz Sergio Moro para manter Lula preso, a Central recebeu, em sua sede, em São Paulo, uma delegação da Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB) para repactuar a Cooperação Sindical Internacional em defesa da classe trabalhadora mundial e denunciar as perseguições ao ex-presidente Lula e os retrocessos que o Brasil vem passando desde o golpe de 2016.

“Faz três meses que estamos passando por um processo judicial fraudulento com a prisão ilegal e política do presidente Lula, que está preso por uma única razão: ele lidera em todos os cenários de pesquisa para presidente e só ele tem condições de reverter todos os desmontes que estão sendo feitos no nosso País”, explicou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

A perda da soberania nacional, com o avanço da entrega de empresas públicas, como Petrobras e Eletrobras, a Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos investimentos públicos, e a aprovação da reforma trabalhista e da terceirização ampliada foram outros temas abordados no encontro entre representantes da CUT e a delegação alemã.

Cooperação Sindical Internacional

O secretário de Relações Internacionais da Central, Antonio Lisboa, lembrou que a parceria da CUT com a DGB vem antes mesmo da criação da Central e destacou a importância desta relação histórica para o movimento sindical brasileiro. “Agora mais do que nunca será preciso reforçar esta solidariedade para resistirmos e lutar por direitos e democracia no País”, ressaltou.

A vice-presidenta da DGB, Elke Hannack, mostrou-se o tempo todo solidária ao momento em que o Brasil está vivendo e se colocou à disposição para cooperar com o movimento sindical brasileiro.

Ao falar da importância da luta em defesa da democracia, assim como a CUT vem fazendo no Brasil, a vice-presidente da DGB abordou os problemas regionais, como a saída da Grã-Bretanha da União Europeia, a crise econômica do sul europeu e a assombração dos governos de ultradireita, o que tem afetado a democracia de diversos países.

Roberto Parizotti (Sapão)Roberto Parizotti (Sapão)

“Nós também temos que defender a democracia o tempo todo para enfrentar o avanço do extrema direita e, por isso, nós apoiamos a luta em defesa da democracia em qualquer lugar do mundo, aqui no Brasil, na Europa ou onde precisar.”

Elke, que também é presidenta da DGB Bildungswerk (BW) – o instituto de formação da entidade – falou, ainda, sobre a realidade do movimento sindical alemão e destacou as principais lutas travadas pela entidade, como o futuro do trabalho, aposentadoria digna, o avanço da idade dos alemães, a luta por uma Europa social e um trabalho com a sociedade civil na elaboração de diretrizes políticas e sindicais.

Para o Diretor do Escritório da DGB BW para América Latina, Niklaas Hofmann, a importância do intercâmbio entre as centrais alemã e brasileira é a solidariedade.

“A solidariedade internacional garante a troca de experiências que sempre foi um dos pontos fortes desta relação. Só juntos somos fortes”, destacou Niklaas.

Segundo ele, todo mundo ganha com a Cooperação Sindical Internacional, que não é unilateral.  “Eu vejo que o Brasil tem metodologias de organização, criatividades na ações sindicais e nós alemães precisamos aprender. Essa parceria significa estar aberto para aprender e crescer juntos”, afirmou o alemão.

Mulheres, juventude e projetos de Cooperação em andamento

Durante a reunião, a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, contou sobre a organização das trabalhadoras dentro da Central e dos desafios das mulheres com todos os retrocessos que o país vem passando.

A secretária-adjunta de Combate ao Racismo, Rosana Fernandes, contou sobre a sua experiência com a formação sindical em parceria com a DGB. Além disso, falou sobre a evolução da participação dos jovens depois da cooperação internacional em que ela participou antes mesmo da criação da secretaria de juventude da CUT.

A Cristiana Paiva, agricultora familiar de Roraima e colaboradora da secretaria da Juventude da CUT, apresentou o projeto da CUT e DGB, que até 2020 tem o objetivo de organizar a juventude trabalhadora e  fortalecer a participação da juventude no movimento sindical brasileiro.

 

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