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Em SP, volta às aulas durante a pandemia ‘fracassou’, diz presidenta da Apeoesp

Bebel anunciou a realização de uma assembleia virtual da comunidade escolar para decidir sobre o retorno das aulas presenciais

Publicado: 13 Outubro, 2020 - 11h57

Escrito por: Redação CUT

Agência Senado
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Em São Paulo, o processo de reabertura das escolas do estado em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que já matou quase 151 mil pessoas no Brasil, “fracassou”, afirma a presidenta do Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a deputada estadual Professora Bebel (PT).

Dois fatores impulsionaram a decisão pela reabertura, segundo Bebel. São eles: a pressão das escolas privadas e a proximidade das eleições municipais. É o “poder econômico” que manda no estado de São Paulo, diz a deputada.

O governo de João Doria (PSDB) havia autorizado o retorno às aulas presenciais a partir da última quarta-feira (7) nas cidades que estivessem a pelo menos 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo. Contudo, pelo menos 306 dos 645 municípios do estado já definiram atividades presenciais só serão retomadas em 2021.

Como, neste momento, o retorno é facultativo, tanto para os alunos quanto para os profissionais da educação, a maioria optou por não aderir às atividades presenciais. 

Em entrevista a Glauco Faria, no Jornal Brasil Atual desta terça-feira (13), Bebel afirmou que, como a disseminação da Covid-19 não está controlada, o retorno total das aulas presenciais deixaria cerca de 8 milhões de pessoas – entre alunos, professores e funcionários – expostas ao risco de contaminação.

Na rede pública, segundo dados da secretaria estadual de Educação, 904 escolas estaduais reabriram em 219 municípios, o que representa 17% do total das 5.100 escolas. Mas somente as aulas regulares do ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA) foram retomadas. Na capital paulista, tanto escolas públicas quanto privadas podem realizar apenas aulas de reforço.

A deputada destaca que, no sábado (10), Doria publicou decreto que estende a quarentena em todo o estado até 16 de novembro. Portanto, a volta dos alunos do ensino fundamental na rede estadual só deverá ocorrer após esta data. Até então, a previsão de retorno era para o dia 3 de novembro.

De acordo com Bebel, a Apeoesp vai promover, no próximo sábado (17), uma assembleia virtual popular regionalizada, com alunos, pais, professores e funcionários para decidir sobre o retorno ou não às atividades presenciais. Se o governo insistir em pressionar pela reabertura das escolas estaduais, o sindicato pode “endurecer” a posição e rever, inclusive, a continuidade das atividades a distância.

Assista à entrevista