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Em Genebra, Lula apela à ONU para que restabeleça a verdade no país

O Comitê de Direitos Humanos ainda não se pronunciou sobre o mérito da denúncia apresentada em 2016 pelo ex-presidente contra o estado brasileiro

Publicado: 06 Março, 2020 - 10h28

Escrito por: Redação RBA

Ricardo Stuckert
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Genebra desde ontem (4), para pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) que “estabeleça a verdade” sobre o país. O Comitê de Direitos Humanos ainda não se pronunciou sobre o mérito de sua denúncia apresentada em 2016 contra o Estado brasileiro.

Lula chegou ao hotel à capital suíça no início da tarde, segundo informou o jornal francês Le Matin. “Acho que as Nações Unidas podem ajudar a restabelecer a verdade neste país. Não a verdade contra alguém, mas a verdade em favor da justiça”, disse ele em entrevista a um correspondente brasileiro com sede em Genebra e publicada esta semana por várias mídias suíças.

Ele não deve falar diante de um órgão da ONU, mas pressionar os especialistas independentes do comitê. Eles são responsáveis ​​por determinar se o Brasil, por meio do ex-juiz Sergio Moro, que se tornou ministro da Justiça do governo Bolsonaro, violou o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos no julgamento contra o ex-presidente por corrupção e lavagem de dinheiro, em processo da operação Lava Jato.

Em 2018, o Comitê pediu, como parte de um acordo provisório, para autorizar Lula a concorrer à Presidência. Após a rejeição das autoridades judiciais no Brasil, o ex-chefe de Estado foi substituído na votação por Fernando Haddad, que foi derrotado por Bolsonaro no segundo turno.

Diálogo esperado em Genebra

Lula está atualmente realizando uma segunda turnê europeia desde sua libertação, em novembro, depois de um ano e meio na prisão, aguardando julgamento de apelação da sentença 8 anos e quase 11 meses de prisão. Na noite desta sexta-feira (6), ele terá um diálogo em Genebra com representantes de sindicatos internacionais e membros de seu comitê de apoio na Suíça, durante uma discussão sobre desigualdades e centenas de pessoas são esperadas.

Uma questão que ele destacou em várias ocasiões, incluindo também há três semanas com o papa no Vaticano. “Na maioria dos países, os trabalhadores perdem seus direitos”, disse o ex-presidente brasileiro, atacando “interesses financeiros”.

Implicado em casos de corrupção, ele sempre negou qualquer irregularidade e denunciou repetidamente uma conspiração para impedi-lo de voltar ao poder. Em entrevistas nesta semana, ele não confirmou nem negou a vontade de disputar a próxima eleição para a Presidência, em 2022.